sábado, junho 28, 2008

Fool's Gold



Sinopse:
Ben "Finn" Finnegan é um surfista amador e bem intencionado que se assume como caçador de tesouros. Obcecado com a procura do lendário Dote da Rainha, 40 arcas de um tesouro exótico que se afundou em 1715, Finn deita tudo a perder com a busca, nomeadamente o seu casamento com Tess Finnegan e o seu ferrugento barco "Booty Calls". Numa tentativa de refazer a sua vida, Tess emprega-se num mega-iate ao serviço do multi-milionário, Nigel Honeycutt, mas entretanto Finn descobre uma pista vital para o paradeiro do tesouro. Certo de que a sua sorte mudará com esta nova informação, Finn consegue introduzir-se a bordo do iate de Nigel. Valendo-se do seu bem-intencionado charme, Finn consegue convencer o magnata e a sua filha Gemma - uma jovem colunável totalmente dependente do seu Blueberry a juntar-se a ele na busca do tesouro espanhol. Contrariando o que lhe diz a intuição, Tess volta a deixar-se contagiar pelo amor... da descoberta. Mas há mais quem cobice o tesouro... Moe Fitch, o mentor de Finn que vem a revelar-se seu inimigo, também se dispõe a reclamar o prémio...

Este é um daqueles filme que não se enquadra num estilo só, comédia, acção, romance, aventura, todos eles servem para caracterizar este Fool's Gold.
Um filme que de certeza vai agradar toda a gente.

terça-feira, junho 24, 2008

Jumper



Sinopse:
David Rice é um "Jumper", um teletransportador - uma anomalia genética permite-lhe teletransportar-se a si próprio para qualquer lado. David pode ver 20 pores-do-sol em apenas um dia, levar a sua namorada pelo mundo inteiro num piscar de olhos e agarrar milhões de dólares em minutos. É quando a sua vida leva uma reviravolta que David descobre que este dom existe há muitos séculos e se vê impiedosamente perseguido por uma organização secreta que jurou matar "Jumpers". Juntando-se numa aliança pouco sólida com outro jovem "Jumper", David entra numa guerra que se tem travado há milhares de anos. Perseguido por todo o globo, ele lentamente descobre a verdade estonteante acerca do seu próprio passado e sobre a sua família. Do centro dos Estados Unidos da América para as ruas de Tóquio e as ruínas de Roma, a odisseia mundial de David é o primeiro capítulo de uma aventura épica.

Espectacular.

Jumper é um excelente fime de acção com uns efeitos especiais estupendos. É um daqueles filmes que sabemos ser pura ficção, que as coisas não podem acontecer, mas mesmo assim ficamos agarrados à cadeira com a velocidade a que as coisas acontecem.

Pelo modo como o filme termina estão criadas todos as condições para haver um segundo filme.

Um filme de visionamento obrigatório para os amantes da acção.

segunda-feira, junho 23, 2008

Highlander - The Source



Sinopse:
O mundo esmorece no meio do caos. Vagueando por uma cidade devastada pelo clima de desordem instalado, Duncan MacLeod, o Imortal, recorda-se de outros tempos... tempos de felicidade, bem antes do amor da sua vida o deixar... Sem esperança e sozinho, MacLeod junta-se a um grupo de imortais, entre eles, o seu misterioso amigo Methos e um mortal, o Observador Joe Dawson. Juntos, este pequeno grupo segue numa missão com o intuito de descobrir a origem do primeiro Imortal e a fonte da sua imortalidade.

Lendo a sinopse ficamos todos com a esperança de perceber como apareceu o primeiro imortal, mas no fim até não é disso que se trata.
Este filme, apesar de ser "the source" (a fonte ... o inicio), é talvez aquele que fecha o ciclo.

Apesar de tudo o filme está bom, com uma boa banda sonora e com a acção esperada, nem mais nem menos. A não perder para quem gosta do género.

Senior Skip Day



Sinopse:
A turma de Adam Harris, seguindo a tradição, resolve faltar às aulas e fazer uma festa clandestina na casa do diretor da escola. O problema é que Adam consegue arruinar com os planos que a sua classe tinha, deixando toda a turma furiosa. Ele tenta contornar a situação dando a festa na sua própria casa. E é aí que a confusão começa.

Apenas mais um filme de adolescentes, com a habitual história. As partes mais engraçadas acontecem depois de acabar o filme.
A ver apenas para matar o tempo.

domingo, junho 22, 2008

Loaded



Sinopse:
O filme conta a história de Tristan (Jesse Metcalfe), um jovem da classe alta que se sente sufocado pela vida de menino rico e acaba envolvido com as pessoas erradas que o levam cada vez mais fundo numa espiral de sexo, drogas e violência.

Um thriler muito bom. Um filme de visionamento obrigatório.

sábado, junho 21, 2008

Campeão Nacional Hóquei em Patins


O FC Porto conquistou esta tarde frente ao Benfica o seu 7º campeonato nacional de hóquei em patins consecutivo.

Foram necessário 4 jogos (à melhor de 5) para que o FC Porto conseguisse levar de vencida a formação do Benfica, sagrando-se mais uma vez o campeão nacional.

Os resultados foram: 6-0; 2-3; 3-2 e 4-3.

Nos últimos 10 anos o FC Porto apenas perdeu um titulo, no ano 2000/2001 e para o Hóquei de Barcelos

Parabéns ao FC Porto por mais este título. Os adeptos agradeçem.

Dartacão e os Três Moscãoteiros



Quem não se lembra desta famosa banda desenhada dos tempos de criança.
Realizada com base no excelente conto de Alexandre Dumas, Dartacão e os Três Moscãoteiros foi um dos desenhos animados da época e motivava grandes discusões entre amigos para decidir quem era quem e quem ganhava a quem.

Foi esta preciosidade que apresentei à minha princesa este fim de semana, e pelo modo como a coisa vai, deve ser a única coisa que se vai ver durante todo o fim de semana.

Obviamente que eu não podia deixar passar a oportunidade de rever uns desenhos animados do meu tempo de criança e por isso lá me sentei e vi com ela.

Ainda continuo a achar que isto é que são desenhos animados, e que deitam a um canto as animações de hoje em dia.

P.S. A música do genérico está excepcionalmente interpretada pelo Marco Horácio, no seu habitual Rouxinol Faduncho.

sexta-feira, junho 20, 2008

Portugal - Alemanha, 2-3


Acabou. Mais uma vez acabou o sonho de se conquistar o "caneco". Desta vez ficámos ainda mais longe, o que talvez até seja bom, porque assim o tombo não é tão grande.

A nossa selecção fica sempre com as vitórias morais e nunca com as reais. É sempre um "quase", um "se", há sempre uma desculpa para tapar os nossos erros, as nossas fraquesas, as más escolhas. Há sempre um culpado, mas nunca somos "nós".

A realidade da prestação neste Euro 2008, desde a sua fase de apuramento até este jogo dos quartos de final, é que Portugal podia ter dado sempre mais. No apuramento ficámos em segundo atrás duma Polónia que depois não apresentou nada. Na fase de grupos em primeiro mas com os mesmos pontos da Turquia. E agora perdemos frente a uma selecção Alemã, que mesmo com estatisticas contra, fez aquilo que tão bem sabe fazer. Defendeu com consistência e aproveitou friamente as oportunidades.

Ah mas o Balack empurrou o Paulo Ferreira no terceiro golo. É verdade, empurrou, mas também é verdade que o livre era a cópia do segundo e que o Ricardo, como se pode ver, sai da baliza de olhos fechados.

Ah e tal mas nós jogámos mais futebol. Também é verdade, mas o jogo dos alemães era mesmo esse, dar a posse de bola a Portugal e depois aproveitar os contra-ataques, e nisso eles foram melhores. Primeiro lance de ataque rápido dá o primeiro golo. O primeiro livre perigoso dá o segundo golo.

A minha opinião em relação ao Scolari e aos seus modos de actuar já é sobejamente conhecida. Nunca gostei dele.
Ah mas ele fez muito por Portugal, com ele conseguimos ir longe. Longe ... onde? No Euro 2004 fomos à final. No Mundial 2006 ficámos em 4º lugar. No Euro 2008 entre as 8 melhores. Sempre a cair e nunca a ganhar.
Agora que está de saida, para o Chelsea, lugar que desde Maio já estava assegurado e que foi comunicado a meio do campeonato da Europa, mostra que ele não é flor que se cheire e que há muito tempo anda a pensar nele e pouco em Portugal.
Só espero que o novo seleccionador não seja indicado por ele.

Acabou. Podiamos ter feito melhor ... sim podiamos.
Mas também podiamos ter feito pior.

quinta-feira, junho 19, 2008

O Sonho da Malta



1,2,3 vamos à final
O sonho da malta é que ganhe Portugal.


4,5,6 como nós não há igual
O sonho da malta é que ganhe Portugal.


Esta é a esperança de todos os portugueses hoje, que ganhe Portugal.

Força Portugal.

terça-feira, junho 17, 2008

FC Porto - Liga dos Campeões


Afinal o FC Porto sempre vai participar na Liga dos Campeões 2008-2009.

O comunicado da UEFA, publicado no seu site, é elucidativo em relação a este facto.

"Conforme comunicado na sexta-feira, dia 13 de Junho, o caso disciplinar relativo ao FC Porto e à sua participação na UEFA Champions League de 2008/09 foi anulado e devolvido ao Comité de Controlo e Disciplina da UEFA. No entanto, na sequência dos fundamentos escritos enviados pelo Comité de Recursos da UEFA, é agora confirmado que o FC Porto foi admitido a participar na UEFA Champions League de 2008/09. Esta decisão deve-se essencialmente ao facto dos procedimentos legais em Portugal ainda não terem terminado".

Agora cada qual tem a sua opinião em relação a esta decisão e é claro que a minha não poderia ser mais favorável a este desfecho.

Só vem provar que as decisões tomadas em Portugal pelo CD da Liga e também a maneira como essa decisão foi transmitida à UEFA não foram as mais correctas. Sempre ouvi dizer que a pressa é inimiga da perfeição. Queriam uma decisão rápida, para que o castigo fosse aplicado no decorrer da época em curso e afinal só fizeram asneira e mais uma vez o nome de Portugal não fica muito bem visto no cenário internacional.

Seguem-se agora as queixas do costume, com direito a pedidos de indeminização por danos morais (????????). Mas que danos morais? Não jogaram nada durante toda a época, acabaram no lugar que foi e agora queriam ir à Liga dos Campeões. Realmente têm a moral afectada, mas de certeza que não foi por culpa do FC Porto. Não será melhor pedir uma indeminização ao plantel, esses é que colocaram a moral em baixo.

Cloverfield



Sinopse:
"Há algo que nos encontrou..."
Cinco jovens de Nova Iorque organizam uma festa de despedida para um amigo, na mesma noite em que um monstro, do tamanho de um arranha-céus, arrasa a cidade. Visto da perspectiva da câmara de vídeo destes, o filme é um testemunho da sua tentativa de sobreviver ao mais irreal e aterrorizador acontecimento das suas vidas.


Intenso. Esta foi a palavra que saiu da minha boca assim que acabei de ver o filme. De visionamento obrigatório.

segunda-feira, junho 16, 2008

Suíça - Portugal, 2-0


71' - GOLO DA SUÍÇA...
Pepe afasta de cabeça mas a defesa portuguesa é apanhada em contra-pé com um passe de primeira de Derdiyok. Depois, Inler desmarca YAKIN que, só com Ricardo pela frente, envia a bola para o fundo das redes, fazendo-a passar por entre as pernas do guarda-redes.

83' - GOLO DA SUÍÇA...
HAKAN YAKIN não falha a grande penalidade e aumenta a vantagem helvética.

Foi desta forma, com uma derrota, que Portugal se despediu da fase de grupos do Euro 2008. É com uma derrota que Portugal vai agora preparar o jogo do "mata-mata" relativo aos quartos de final da competição.

O adversário conhece-se hoje, mas em principio toda a gente aponta que seja a Alemanha, mas todos sabem que a bola é redonda e que o terreno não é inclinado. De certeza que ninguém esperava o apuramento da Turquia depois desta estar a perder por dois a zero frente à República Checa, mas o que é certo é que esta apurou-se e com mérito.

Do jogo de ontem algumas opiniões. Não sou um "expert" no futebol, apenas um adepto do desporto e que tenta ver os jogos com a imparcialidade possível.

A equipa escalada para o encontro, que mesmo sendo a feijões deveria ter um desfecho completamente diferente daquele que teve, foi composta por jogadores que ainda não tinham jogado, ou que tinham jogado pouco. Não é o facto dos jogadores serem os "suplentes" que ditou a derrota, afinal trata-se de uma selecção, com os melhores do país e como tal todos deveriam ser bons. Se não são nem lá deveriam estar.

Vamos então colocar as pedras no terreno e verificar o que faltou a Portugal. O Ricardo estava na baliza, os laterais eram o Miguel e o Paulo Ferreira, os centrais o Bruno Alves e o Pepe. Até aqui tudo bem.
No meio campo tinhamos o Fernando Meira, o Raúl Meireles e o Miguel Veloso. Na frente tinhamos o Quaresma o Nani e o Postiga.

O que se pode verificar nesta equipa é que o meio campo é demasiado defensivo. O Meira é normalmente central e foi isso que fez durante todo o jogo, foi sempre mais central que médio. O Meireles e o Miguel Veloso são médios defensivos, com dificuldades na construção de jogadas de ataque. É verdade que são bons rematadores, mas nos chamados "remates de ressaca" (aquelas bolas que sobram nos cantos e livres).
Aquilo que faltava era de um verdadeiro número 10, ou de um médio com capacidade de construir ataques, de fazer passes a abrir os extermos para estes depois desiquilibrarem nas linhas. No fundo faltava o Deco ou mesmo o Moutinho.

Não se pode simplesmente lançar os jogadores para o campo e pedir-lhes que ganhem o jogo. Não se pode pedir que façam aquilo que não fazem durante todo o ano, pelo menos não se pode pedir que o façam bem.

Com a equipa estruturada desta maneira é fácil dizer que os suplentes não são tão bons como os titulares e dizer que Portugal jogou com a segunda equipa. A meu ver, quase todos os jogadores que jogaram ontem têm as mesmas qualidades que os outros (alguns até mais) mas quando colocados num sistema que lhes potencie essas qualidades. O que aconteceu ontem assemelha-se ao mesmo que se colocássemos o melhor do mundo numa equipa dos regionais, faria umas habilidades mas de certeza que não ganhava o jogo.

O Árbitro.
Por favor quem foi o "cromo" que elegeu este árbitro para apitar um jogo do campeonato da europa. O homem não tinha um apito, o homem tinha engolido o apito e de cada vez que respirava apitava.
Muitas vezes se fala no nosso campeonato que o árbitro quis ser o protagonista do encontro, este mais que protagonista queria ser o melhor em campo. O homem é mesmo muito mau.
Mas não foi por causa dele que Portugal não ganhou. Não vale a pena dar essa desculpa. O homem foi mau para os dois lados.

Segue-se agora, tal como já indicado, o jogo dos quartos de final. O adversário conhece-se mais logo.

Força Portugal.

domingo, junho 15, 2008

10.000 BC



Sinopse:
A lenda. A batalha. O primeiro herói. Vivia-se uma época em que homens e animais conviviam em estado selvagem e o poderoso mamute errava pela Terra. Um período em que nasceram ideias e crenças que moldaram a humanidade para todo o sempre. «10.000 AC» acompanha a missão assumida por um jovem caçador D'Leh (Steven Strait) que conduz um exército através dum vasto deserto, combatendo tigres dentes-de-sabre e predadores pré-históricos, para descobrir uma civilização perdida e tentar salvar a mulher que ama, Evolet (Camilla Belle) de um pérfido chefe guerreiro que está determinado a possuí-la.

Um bom filme.

quinta-feira, junho 12, 2008

República Checa - Portugal, 1-3


8' - GOLO DE PORTUGAL... DECO.
Jogada de insistência da Selecção Nacional, com Ronaldo a tabelar com Nuno Gomes. O futebolista do Manchester United acaba por se isolar, mas Cech evita o remate. Ainda assim, a bola sobre para Deco que, à segunda, atira para o fundo da baliza.

17' - GOLO DA REPÚBLICA CHECA... SIONKO.
Canto do lado esquerdo, com o jogador checo, muito veloz, a antecipar-se à defesa portuguesa e a cabecear para o fundo da baliza.

63' - GOLO DE PORTUGAL... RONALDO.
Mais uma jogada de Deco, agora na direita, com passe atrasado para a zona central onde aparece o jogador do Manchester United a "estoirar" sem hipóteses para Cech.

90' + 1' - GOLO DE PORTUGAL... QUARESMA.
Livre marcado muito depressa, no meio campo nacional, com Ronaldo a aparecer isolado perante Cech a desviar para o lado onde o extremo portista acabaou com o jogo.

Com este resultado estamos classificados para os quartos de final do euro 2008.

Tenho de ser sincero e admitir que não tinha esperança nenhuma nesta classificação, mas os excelentes jogos que a selecção tem feito fazem deste apuramento um resultado justo.
Não tinha esperanças num apuramento para os quartos de final porque toda a fase de apuramento para este europeu deixou sempre muito a desejar, era pouco futebol para tanta selecção. Agora sim é bom futebol para uma boa selecção.

O Cristinamo Ronaldo continua a ser levado em ombros por toda a imprensa desportiva, e agora até pela UEFA, que ontem o classificou como o Man Of The Match, apesar de toda a gente ver que o homem forte da selecção foi o Deco.
Está num excelente momento de forma, depois de ter passado ao lado da época.
Joga e faz jogar e se já no jogo frente à Turquia ele jogou bem, neste jogo com um golo marcado, uma assistência para golo e um passe magistral a desmarcar o Cristiano para a jogada do terceiro golo deveriam ter feito do Deco o MVP. Enfim ... são opiniões.

No final do jogo foi o costume. O povo saiu para a rua para festejar, tal como se tivessemos sido já campeões da europa. Era ver as pessoas com cabeça de fora, braços de fora, todo o corpo de fora (!!!!) dos carros, bandeiras na mão a gritar pelo nosso Portugal.
Não façam confusão, a euforia de se ganhar um jogo, de nos termos classificado, não pode ser igual à euforia de sermos campeões.

Mas o que ainda me faz mais confusão é o facto de umas horas antes, toda esta gente andava em filas nos postos de abastecimento para garantir a sua cota parte de combustível, tudo num frenesim tal que parecia que tinha despoletado a guerra.
Depois do jogo já não fazia mal gastar, de forma "parva", o combustível que tanta dificuldade deu para colocar no carro.
Para terem uma ideia até chegou a haver porrada num posto de abastecimento porque o carro da frente estava a atestar o depósito e a colocar gasolina num bidon. Enfim ... são opções.
Agora que penso bem nisso acho que aquela gente já devia saber que o boicote aos transportes ia acabar. Podiam era ter avisado a toda a gente.

O próximo jogo é frente aos Suíços, que já não conseguem mais do que o 4º lugar, e por isso vão tentar fazer a vida negra a Portugal.

O Scolari, que já tem garantido o lugar no Chelsea para a próxima época deve, ou pelo menos deveria, aproveitar para rodar um pouco a equipa. Desta forma sabia como estavam os outros jogadores e poupava os que mais têm jogado.
Não podemos vacilar, é que nos quartos de final pode-nos sair a Alemanha, Croácia, Polónia ou Austria.

Força Portugal.

P.S. Hoje faz 4 anos que me casei, e o balanço é positivo :)

Com uma princesa linda como prova o nosso amor tem tudo para aguentar mais uns quantos anos. Tenhas tu paciência e vamos festejar muitos mais :)

Amo-te. Amo-vos.

terça-feira, junho 10, 2008

St. Trinians



Sinopse:
Bem-vindos a St. Trinian's: um colégio inglês para raparigas conhecido pela total liberdade de expressão e doutrina anarquista.
Para as alunas, o colégio perfeito; para as autoridades, uma escola a fechar!
Para além das sérias dificuldades financeiras que atravessa, o colégio tem agora o Ministro da Educação determinado em impor ordem em St. Trinian's e a acabar com a anarquia.
Destemidas e inteligentes, as alunas estão dispostas a defender a sua escola com unhas e dentes. Nem que para tal tenham que pôr em marcha um plano para roubar o valioso quadro “Rapariga Com Brinco de Pérola” de um museu e assim evitar que o colégio feche portas.


Vê-se.

segunda-feira, junho 09, 2008

Como os tempos mudam ...


Situação: O Pedro está a pensar ir até ao monte depois das aulas, assim que entra no colégio mostra uma navalha ao João, com a qual espera poder fazer uma fisga.
Ano 1978: O director da escola vê, pergunta-lhe onde se vendem, mostra-lhe a sua, que é mais antiga, mas que também é boa.
Ano 2008: A escola é encerrada, chamam a Polícia Judiciária e levam o Pedro para um reformatório. A SIC e a TVI presentam os telejornais desde a porta da escola.

Situação: O Carlos e o Quim trocam uns socos no fim das aulas.
Ano 1978: Os companheiros animam a luta, o Carlos ganha. Dão as mãos e acabam por ir juntos jogar matrecos.
Ano 2008: A escola é encerrada. A SIC proclama o mês anti-violência escolar, O Jornal de Notícias faz uma capa inteira dedicada ao tema, e a TVI insiste em colocar a Moura-Guedes à porta da escola a apresentar o telejornal, mesmo debaixo de chuva.

Situação: O Jaime não pára quieto nas aulas, interrompe e incomoda os colegas.
Ano 1978: Mandam o Jaime ir falar com o Director, e este dá-lhe uma bronca de todo o tamanho. O Jaime volta à aula, senta-se em silêncio e não interrompe mais.
Ano 2008: Administram ao Jaime umas valentes doses de Ritalin. O Jaime parece um Zombie. A escola recebe um apoio financeiro por terem um aluno incapacitado.

Situação: O Luis parte o vidro dum carro do bairro dele. O pai caça um cinto e espeta-lhe umas chicotadas com este.
Ano 1978: O Luis tem mais cuidado da próxima vez. Cresce normalmente, vai à universidade e converte-se num homem de negócios bem sucedido.
Ano 2008: Prendem o pai do Luís por maus tratos a menores. Sem a figura paterna, o Luís junta-se a um gang de rua. Os psicólogos convencem a sua irmã que o pai abusava dela e metem-no na cadeia para sempre. A mãe do Luís começa a namorar com o psicólogo. O programa da Fátima Lopes mantém durante meses o caso em estudo, bem como o Você na TV do Manuel Luís Goucha.

Situação: O Zézinho cai enquanto praticava atletismo, arranha um joelho. A sua professora Maria encontra-o sentado na berma da pista a chorar. Maria abraça-o para o consolar.
Ano 1978: Passado pouco tempo, o Zézinho sente-se melhor e continua a correr.
Ano 2008: A Maria é acusada de perversão de menores e vai para o desemprego. Confronta-se com 3 anos de prisão. O Zézinho passa 5 anos de terapia em terapia. Os seus pais processam a escola por negligência e a Maria por trauma emocional, ganhando ambos os processos. Maria, no desemprego e cheia de dívidas suicida-se atirando-se de um prédio. Ao aterrar, cai em cima de um carro, mas antes ainda parte com o corpo uma varanda. O dono do carro e do apartamento processam os familiares da Maria por destruição de propriedade. Ganham. A SIC e a TVI produzem um filme baseado neste caso.

Situação: Um menino branco e um menino negro andam à batatada por um ter chamado 'chocolate' ao outro.
Ano 1978: Depois de uns socos esquivos, levantam-se e cada um para sua casa. Amanhã são colegas.
Ano 2008: A TVI envia os seus melhores correspondentes. A SIC prepara uma grande reportagem dessas com investigadores que passaram dias no colégio a averiguar factos. Emitem-se programas documentários sobre jovensproblemáticos e ódio racial. A juventude Skinhead finge revolucionar-se a respeito disto. O governo oferece um apartamento à família do miúdo negro.

Situação: Tens que fazer uma viagem.
Ano 1978: Viajas num avião de TAP, dão-te de comer, convidam-te a beber seja o que for, tudo servido por hospedeiras de bordo espectaculares, num banco que cabem dois como tu.
Ano 2008: Entras no avião a apertar o cinto nas calças, que te obrigaram a tirar no controle. Enfiam-te num banco onde tens de respirar fundo para entrar e espetas o cotovelo na boca do passageiro ao lado e se tiveres sede o hospedeiro maricas apresenta-te um menu de bebidas com os preços inflacionados 150%, só porque sim. E não protestes muito pois quando aterrares enfiam-te o dedo mais gordo do mundo pelo cú acima para ver se trazes drogas.

Situação: Rui, 19 anos, uma fama de playboy ganha à base de andar a comer gajas muito mais velhas que ele, veste roupa de cabedal justinha e cheia de picos metálicos, conduz um Toyota Corolla Van todo fodido ; Manda uma foda na Carina, miúda de 15 anos, hiperdesenvolvida, que se destaca já das outras gajas do bairro.
Ano 1978: O Rui é um FILHA DA **** DUM MESTRE.
Ano 2008: Depois de um linchamento público a nível nacional, com especial destaque por parte de alguns tertulianos televisivos e ministros podres. José Sócrates consegue instaurar a pena de morte em Portugal. Rui tem o horror deser o primeiro condenado à morte por esta lei nova com carácter retroactivo.

Situação: Disciplina escolar:
Ano 1978: Fazias uma asneira na sala de aula. O professor espetava duas putas de duas lostras bem merecidas. Ao chegar a casa o teu pai dava-te mais duas porque 'alguma deves ter feito'.
Ano 2008: Fazes uma asneira. O professor pede-te desculpa. O teu pai pede-te desculpa e compra-te uma Playstation 3.

Situação: Chega o Outono
Ano 1978: Chega o dia de mudança de horário de Verão para Inverno. Não se passa nada.
Ano 2008: Chega o dia de mudança de horário de Verão para Inverno. As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão e caganeira.

Situação: O fim das férias.
Ano 1978: Depois de passar 15 dias com a família atrelada numa caravana puxada por um Fiat 600 pela costa de Portugal, Terminam as férias. No dia seguinte vais trabalhar e ponto final.
Ano 2008: Depois de voltar de Cancún de uma viagem com tudo pago, terminam as férias. As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão, seborreia e caganeira.

Portugal - Turquia, 2-0


Foi com uma vitória por dois a zero que Portugal iniciou esta sua participação no Euro 2008. Os números foram até curtos para tanto futebol praticado pelos nossos jogadores, contra uma Turquia meio apática e sem solução para tanta classe.

61' - GOLO DE PORTUGAL, por PEPE
Grande jogada do defesa português, que parte para o ataque após ganhar uma bola no meio-campo defensivo e, depois, combina bem com Nuno Gomes e desvia para o fundo das redes.

90'+3 - GOLO DE PORTUGAL, por RAUL MEIRELES
Excelente lance de Portugal, com Cristiano Ronaldo a conduzir um contra-ataque pela esquerda e a servir Moutinho, com o jovem leão a rodar e a assistir Meireles para o remate certeiro.

Verdade seja dita que há muito tempo que não via a selecção de todos nós jogar tanto futebol. Depois de um apuramento que deixou muito a desejar, a nossa selecção deu provas de que está neste Europeu para ganhar.

Não vou começar a cantar vitória antes do tempo, nem vou festejar cada vitória como se da conquista da taça se tratasse. Vou como é meu hábito, festejar cada vitória como sendo apenas isso, uma vitória.

Se Portugal continuar a jogar desta maneira, tem bastantas hipóteses de fazer boa figura, mas é necessário jogar da mesma maneira.

Segue-se a Republica Checa. Força Portugal.

quinta-feira, junho 05, 2008

Miguel Sousa Tavares: A Conspiração Contra o Campeão

in A Bola.pt (03-Junho)

A CONSPIRAÇÃO CONTRA O CAMPEÃO(I)

1- Com a entrada do século XXI, a direcção do Benfica tomou a decisão estratégica de lançar mão de todos os meios para impedir que a hegemonia do FC Porto, que se tinha afirmado com clareza nas duas décadas anteriores, se continuasse a prolongar. Por razões várias, mas essencialmente por falta de capacidade de gestão desportiva e falta de paciência para aguardar os resultados de uma mudança paulatina de atitude, o Benfica percebeu que tão cedo não conseguiria derrotar em campo o FC Porto e havia então que tentá-lo por outros meios.

A primeira medida estratégica foi a tomada de poder na Liga de Clubes, que Luis Filipe Vieira afirmou ser mais importante do que a formação de uma boa equipa de futebol. Para tal, Viera aliou-se a Valentim Loureiro, o verdadeiro dono do tão criticado «sistema» e então de más relações com Pinto da Costa. Juntos passaram a dominar a Direcção da Liga, a Comissão Disciplinar e a Comissão de Arbitragem. Muito embora o FC Porto tenha logo começado a sentir as consequências dessa aliança (foi a época em que só os jogadores do FC Porto é que tinham cotovelos e só a eles se aplicavam os célebres «sumaríssimos»), a verdade é que ela, por si só, não chegou para fazer ajoelhar os portistas. De positivo, para o Benfica, ficou a conquista do campeonato de 2004/05 - aquele que, nos últimos trinta anos, mais se deveu a favores de arbitragem.

A seguir veio a associação do Benfica com o poder político. Primeiro, descobrindo-se que o clube vivia à margem do cumprimento das obrigações fiscais que outros cumpriam e beneciando da complacência da comissão governamental encarregada de fiscalizar as contas dos clubes e que se «esqueceu» de fiscalizar o Benfica. A seguir veio a tremenda ajuda financeira dada pelo então presidente da Câmara de Lisboa, Santana Lopes, para a construção do novo Estádio da Luz. Enquanto a comunicação social se distraía a noticiar ninharias denunciadas por Rui Rio no Dragão, milhões e milhões eram dados ao Benfica de mão beijada, sem escândalo algum. E, para que não restassem dúvidas da dívida de gratidão contraída, viu-se a Direcção do Benfica, levada por Santana Lopes, a comparecer a um jantar de propaganda eleitoral do PSD durante a campanha legislativa de 2004, na mais descarada manifestação da tão falada promiscuidade entre o futebol e a politica alguma vez vista.

Mesmo assim, não chegou. Havia que fazer mais e foi então que surgiu o «Apito Dourado».

2- Diz o povo que o que nasce torto nunca se endireita e o «Apito Dourado» nasceu torto desde o princípio. Ao escolher colocar sob escuta apenas os telefones de Valentim Loureiro e Pinto da Costa, os investigadores mostraram desde logo ao que vinham e o que visavam com o seu método de «pesca de arrasto». Cabe perguntar, de facto, quem determinou e com que razões que uma investigação ao futebol português apenas se deveria concentar no FC Porto e no Boavista?

O mais eloquente telefonema de todas as escutas talvez seja aquele em que o presidente do Benfica tem o azar de ser gravado quando telefona para Valentim Loureiro. Aí se torna evidente o grau de cumplicidade entre ambos e a forma tranquila como discutem que árbitro convém ao Benfica para um jogo com o Belenenses. Mas esse processo foi devidamente arquivado, por se entender que não tinha interesse- mesmo em relação à enigmática frase de Luís Filipe Vieira para o major: «Como sabe, tenho outras maneiras de resolver o assunto.»

3- As escutas a Valentim concluíram que ele pressionava os árbitros dos jogos com o Gondomar- peixe mais do que míúdo- e que tentou pressionar árbitros em três jogos do Boavista, nos quais, para azar dos investigadores, o Boavista perdeu dois e empatou um.

Pior sorte tiveram ainda as escutas a Pinto da Costa. Dois anos de telefonemas interceptados concluíram que a equipa de arbitragem de um FC Porto-Estrela da Amadora, chefiada por Jacinto Paixão, pediu umas «meninas» a um intermediário que fez chegar o pedido ao presidente do FC Porto e terá obtido a anuência deste. E que o árbitro Augusto Duarte, na véspera de apitar um Beira-Mar-FC Porto, apareceu, na companhia de um empresário ligado aos portistas, em casa de Pinto da Costa, para tomar um «cafézinho». Mas, azar dos investigadores: os factos reportam-se à época de 2003/04, aquela em que o FC Porto treinado por Mourinho passeou uma tão ampla superioridade, que foi campeão nacional com doze pontos de avanço e campeão europeu; ambos os jogos foram já na parte final do campeonato e nenhum deles influia na classificação de qualquer das equipas envolvidas; e, finalmente, os «experts» consultados não conseguiram ver qualquer influência da arbitragem nos dois jogos, um ganho, outro empatado pelo FC Porto. Faltava assim um elemento jurídico essencial no direito punitivo e que tanto irritou alguns comentadores justiçeiros: o tal nexo de causalidade. Para haver corrupção tem de haver um resultado obtido com essa corrupção. Não havendo resultado, o que fazer? A Comissão Disciplinar da Liga, no seu recente e tão auto-elogiado acórdão, resolveria a questão pelo mal menor: tentativa de corrupção. Uma original tentativa de corrupção, em que é o corrompido que toma a iniciativa de abordar o corruptor.

4- Estava, pois, o apito encravado, para grande desespero da nação, quando entra em cena Carolina Salgado. Três anos antes, ela tinha estado na Luz, entre os Super-Dragões, com um cartaz mal-criado e provocatório que dizia «Ó Orelhas, estou aqui!». Fora de si, Luís Filipe Vieira protagonizaria no final uma insólita conferência de imprensa sobre a vida privada de Pinto da Costa, acusando-o de viver com uma usurpadora no lugar da mulher «legítima». Mas a vida é, sem dúvida, um espectáculo imprevisto e por vezes irónico: a «legítima»de Pinto da Costa, que Vieira protegia, passou a divorciada e voltou a ser «legítima», e a «usurpadora» passou da benção papal a proscrita e desaguou, nos braços do homem a quem chamara«Orelhas».

O presidente do Benfica chegou a participar em reuniões em hotéis com Carolina Salgado e os investigadores da PJ. Arranjaram-lhe quem lhe escrevesse um livro, quem do livro fizesse filme, e asseguraram-lhe meios de rendimento para que ela contasse «tudo o que sabia» ou que dizia saber. Mais tarde, com Maria José Morgado, passou a ser tratada como o tesouro mais precioso, acompanhada, dia e noite, por seguranças a soldo dos contribuintes, para assim se dar também a ideia de que é uma testemunha incómoda e ameaçada. E, graças a ela, o Apito Dourado ganhou um novo fôlego que já parecia perdido. Os processos arquivados por falta de provas ou de consistência foram reabertos, gastaram-se mais uns milhares ou milhões de euros em investigação e animaram-se as hostes justiçeiras.

5- Mas, de novo, verdadeiramente novo, não se apurou mais nada. Era exactamente o mesmo, os mesmo jogos, as mesmas meninas, o mesmo cafézinho. Apenas Carolina Salgado acrescentou dois dados novos: que Pinto da Costa terá recorrido aos seus serviços (!?) para tentar matar (!?) Ricardo Bexiga, vereador da oposição na Cãmara de Gondomar, e que, durante a tal cena do cafézinho, terá passado um envelope com 500 contos em moeda antiga ao árbitro Augusto Duarte. Tudo está pois, dependente, da credibilidade da testemunha Carolina Salgado. A qual, salvo melhor opinião, vale zero: pelo seu curriculum, pelas suas evidentes motivações e pelas suas contradições.

A conspiração contra o campeão (II)

6- A mais extraordinária acusação a Pinto da Costa constante do «livro» de Carolina Salgado era a de que ele lhe teria comanditado a execução do dr. Ricardo Bexiga, vereador da oposição na Câmara de Gondomar, a qual ela teria tentado levar a cabo em colaboração com alguns marginais das suas relações. Extraordinária, porque primeiro era preciso acreditar que Pinto da Costa seria capaz de encomendar a morte de alguém; depois, que se preocupasse em fazê-lo por solidariedade política ou pessoal para com Valentim Loureiro, a quem Ricardo Bexiga fazia frente em Gondomar - e logo na altura em que os dois dirigentes desportivos estavam de relações frias; e, enfim, porque quem lhe escreveu o texto não reparou que, com essa «revelação», ela se incriminava a si própria numa tentativa de homicídio. O Ministério Público resolveu não acreditar na história e arquivou sumariamente o assunto, até porque as contradições em que ela caíra (como a de contar que destruíra previamente as câmaras de vigilância do parque de estacionamento onde a agressão teve lugar e que, afinal, nunca existiram), revelaram que a senhora estava, pura e simplesmente, a inventar. O problema é a dualidade de critério: quando se incrimina a si própria, a testemunha Carolina Salgado não merece credibilidade alguma ao MP; quando incrimina Pinto da Costa, já merece toda.

7- O outro «testemunho» relevante de Carolina Salgado, e que, por si só, justificou a reabertura dos processos criminais arquivados e a punição da CD da Liga, foi a de que durante a cena do «cafezinho», Pinto da Costa teria passado um envelope com 500 contos ao árbitro Augusto Duarte - e este teria aceite. Aqui, é preciso acreditar em duas coisas: que o presidente do FC Porto acharia necessário comprar um árbitro para um jogo que já nada interessava (dirão que foi por serviços passados, mas acontece que, nessa época, Augusto Duarte não apitara ainda nenhum jogo do FC Porto: azar, outra vez.); depois, é preciso acreditar que Pinto da Costa, apesar da irresponsabilidade com que misturou a sua vida pessoal com a vida do clube, seria suficientemente estúpido para corromper árbitros diante da namorada conhecida no «Calor da Noite». Mas a dr.ª Maria José Morgado acreditou e o dr. Ricardo Costa também. Resta uma perplexidade jurídica: já vimos que faltava o nexo de causalidade para dar como provada a corrupção; mas resolver o problema através da esperteza da «tentativa de corrupção» é que não se percebe: se ele deu 500 contos ao árbitro e este os aceitou, porquê apenas a tentativa?

8- Agora, perguntar-me-ão: e as «meninas» para a equipa de Jacinto Paixão - não acredito também que Pinto da Costa tenha dado ordem para aceder ao pedido? Acredito, sim senhor: acredito nisso, não acredito na explicação que ele deu para a etimologia da palavra «fruta». Então se acredito, não acho que seja um caso de corrupção? Não, não acho. Primeiro, porque não havia necessidade alguma; segundo, porque era prática instalada e corrente.

Se para alguma coisa tem servido o julgamento de Gondomar é para demonstrar que, mesmo ao nível de uma terceira divisão, está instalada a tradição de o clube da casa presentear os árbitros com «lembranças». E as «lembranças», que começam por ser peças simples de ouro e refeições de borla nos restaurantes locais, vão subindo de importância à medida que sobe a importância e riqueza dos clubes anfitriões. Nos processos disciplinares instaurados a árbitros pela FPF e decorrentes das investigações do Apito Dourado, os acusados, segundo relatava o JN de 19.03.08, têm-se defendido com o que o ex-árbitro Jorge Coroado (um dos «peritos» usados pela justiça) revela a propósito no seu livro O último cartão: está lá tudo contado, incluindo os presentes que lhe davam e as «meninas» que lhe ofereceram num jogo internacional. E os jornalistas desportivos de Lisboa sabem muito bem quais são os cabarets da cidade onde era possível encontrar árbitros em companhia de «assessores» dos clubes da capital (normalmente, ex-árbitros), e o que lá estavam eles a fazer. Deixem-se, pois, de hipocrisias: se aquilo foi uma tentativa de corrupção, só não são todos arguidos porque o Apito Dourado resolveu escolher apenas dois alvos para investigação.

9- Acontece que, à excepção de uma breve aparição no julgamento de Gondomar - onde foi facilmente trucidada pelos advogados dos réus - Carolina Salgado nunca foi contraditada com a defesa do FC Porto. Protegida e, supõe-se, exaustivamente «trabalhada» pelo MP, nunca teve de se confrontar com perguntas incómodas num tribunal. E, embora as suas declarações ao MP tenham sido consideradas decisivas, nem sequer foi ouvida, menos ainda contraditada, pela CD da Liga, antes de condenar o FC Porto.

Apesar de, em minha opinião, o FC Porto ter sido sempre mal defendido em todo este processo - jurídica e mediaticamente - não é preciso ser adivinho para prever que uma investigação criminal que basicamente repousa só no testemunho de Carolina Salgado, está condenada ao absoluto fracasso no dia que chegar a julgamento. O Benfica não anda a dormir e também o percebeu. Daí que, ao longo de toda esta época, a sua estratégia se tenha desviado das imensas expectativas alimentadas com a nomeação do «dream team» da dr.ª Maria José Morgado para as expectativas da justiça desportiva. Passou a exigir que o CD da Liga se antecipasse aos tribunais e se encarregasse do julgamento, condenação e pena.

10- E o CD fez-lhe a vontade. Aliás, segundo o seu presidente, já em Janeiro eles estavam prontos a decidir o que decidiram em Maio - antes mesmo de deduzirem acusação e estudarem a defesa. Só que havia prazos a cumprir e os prazos baralharam tudo: quando o CD decidiu tirar seis pontos ao FC Porto, já o Benfica estava a vinte de distância e de nada lhe servia a «justiça».

11- Criou-se então a expectativa - devidamente alimentada pelos jornalistas engajados - de que o FC Porto não resistisse à tentação de recorrer da condenação do CD. Isso, mais a conjugação dos prazos do recurso, permitiria que eventual confirmação da pena remetesse o seu cumprimento para a época que vem e, assim, o FC Porto iniciaria a época com menos seis pontos que o «Glorioso». Sempre era alguma coisa.

Creio que eu e Rui Moreira fomos os únicos portistas a defender que, mesmo assim, o FC Porto deveria ter recorrido. Porque, mesmo quando o combate é desigual e o jogo está viciado, há alturas em que se deve ir a jogo, justamente para mostrar a diferença de carácter. Assim não o entendeu a direcção do FC Porto e logo lhe saltaram em cima os benfiquistas do jornalismo a concluir hipocritamente que, se o clube não tinha recorrido, era porque reconhecia a culpa. Olha que chicos-espertos!

12- Todavia, o Benfica mostrou que tinha a jogada muito bem arquitectada e pronta a ser executada. Assim que se soube que o FC Porto não recorrera, o Benfica passou ao plano B: queixinhas à FPF, para que as reencaminhasse à UEFA, a fim de excluir os portistas da Liga dos Campeões, em benefício do «glorioso» 4.º lugar dos encarnados. E também a FPF lhe fez a vontade: a forma como notifica a UEFA de que «ficou provado que o FC Porto cometeu infracção disciplinar muito grave - corrupção da equipa de arbitragem» (só muito mais à frente esclarecendo que foi «sob forma tentada» e nunca esclarecendo que, sobre os mesmo factos, existe um recurso pendente) - é absolutamente esclarecedora do fim pretendido.

13- Mas a verdade é que, aparentemente, este cenário não foi previsto pela, mais uma vez passiva, defesa do FC Porto. Juridicamente, uma hipotética decisão da UEFA, hoje, que venha de encontro à escabrosa pretensão benfiquista seria uma aberração e um abuso. Qualquer ignorante de Direito sabe que não há retroactividade da lei penal e que a tentativa de chamar a isto, não uma sanção, mas uma condição de inscrição ou coisa que o valha, não passa de um exercício de desonestidade intelectual.

Se a lei da UEFA de 2007 se pudesse aplicar a factos passados, o Milan não teria podido disputar a edição deste ano da Liga dos Campeões e a Juventus não poderia disputar a do ano que vem. O problema está em que todos sabem que as decisões da UEFA são jurídicas nuns casos e politicas noutros - e foi nisso que o Benfica apostou. O FC Porto reúne as condições ideais para uma decisão politica e servida como «exemplo»: é um grande clube em termos desportivos, um histórico da Liga dos Campeões, vencedor da prova há apenas quatro anos - mas é também representante de um país pequeno e de direitos comerciais de menor importância face aos tubarões da Europa. O alvo ideal.

14- Seja qual for a decisão da UEFA, o Apito Dourado está condenado à morte. Fez-se tudo o que se pôde, com um objectivo predeterminado e um alvo prefixado. E o resultado envergonha os seus promotores. Quando toda a poeira assentar, ficará para a história apenas como mais um momento em que a inveja dos medíocres ditou a sua lei. É, em grande parte, a história de Portugal.

Por esta altura já se sabe qual foi a decisão: O FC Porto vai ficar fora da Liga dos Campeões durante um ano.
Esta decisão é alvo de recurso e o mesmo já está a ser preparado.
Espero que a decisão depois do recurso venha a ser outra.

Também eu disse que o FC Porto não devia recorrer, mas eu não sou jurista e não tinha obrigação de saber tudo o que esse não recurso poderia ter.
Na altura todos pensaram apenas nas implicações a curto prazo e essas eram claras: perda de 6 pontos neste campeonato (20 de vantagem) ou perda de 6 pontos no próximo. Nestas condições a decisão é óbvia, mesmo que isso significasse assumir uma culpa.

Tenho a certeza que a não inclusão do FC Porto na próxima edição da Liga dos Campeões só vai prejudicar o futebol português.

25º Mergulho - Zimbral

Domingo, 22 de Maio de 2008
Zimbral; 12,8 metros; 56 minutos






terça-feira, junho 03, 2008

I Am Legend



Sinopse:
Robert Neville (Will Smith) é um cientista brilhante, mas nem mesmo ele conseguiu deter um mortal e incurável vírus criado pelo Homem. Sendo de alguma forma imune, Robert é agora o último sobrevivente do que resta da cidade de Nova Iorque e, talvez, do mundo. Por três anos, Neville tem desesperadamente tentado contactar outros possíveis sobreviventes via rádio, nunca perdendo a fé. Mas ele não está só. Vítimas mutantes da praga - Os Infectados - escondem-se nas sombras... observando cada passo de Neville... esperando que ele cometa o fatal erro. Talvez sendo a última esperança da humanidade ele tem por missão encontrar uma maneira de desfazer os efeitos do vírus usando o seu próprio sangue, mesmo sabendo que está sozinho e com o tempo a escassear.

Gostei do filme. Estava um tanto ou quando relutante em relação à forma como seria estruturado mas tenho de admitir que teve aquele volte face, aquele toque necessário para ser um excelente filme.

Um actor que consegue passar mais de metade do filme a contracenar sozinho merece uma grande ovação. Já gostava do Will Smith, desde os tempos do "O Príncipe de Bel-Air", e agora ainda gosto mais.

Um filme a não perder

domingo, junho 01, 2008

Dia da Criança


Dia 01 de Junho, Dia Mundial da Criança.

É um pouco mais do que receber presentes, ou fazer uma grande festa para as crianças. É mais do que as centenas de desenhos animados que passam na televisão, ou das actividades que se lembram de fazer nas ruas das cidades.

É, acima de tudo, um grito, uma data para lembrar que as crianças têm direitos, e têm-nos todos os dias, não apenas neste dia. É um dia para lembrar que há crianças, por esse mundo fora, que não sabem os seus direitos e não têm ninguém que zele por elas.

É um dia para lembrar aos Pais, aos Homens, que as crianças são o futuro de amanhã e que devem ser protegidas.

Foi bom ser criança .... é bom ainda poder ser criança.

Os Direitos da Criança
Princípio 1º
Toda criança será beneficiada por estes direitos, sem nenhuma discriminação de raça, cor, sexo, língua, religião, país de origem, classe social ou situação económica. Toda e qualquer criança do mundo deve ter seus direitos respeitados!

Princípio 2º
Todas as crianças têm direito a protecção especial e a todas as facilidades e oportunidades para se desenvolver plenamente, com liberdade e dignidade. As leis deverão ter em conta os melhores interesses da criança.

Princípio 3º
Desde o dia em que nasce, toda a criança tem direito a um nome e uma nacionalidade, ou seja, ser cidadão de um país.

Princípio 4º
As crianças têm direito a crescer e criar-se com saúde. Para isso, as futuras mães também têm direito a cuidados especiais, para que seus filhos possam nascer saudáveis. Todas as crianças têm também direito a alimentação, habitação, recreação e assistência médica.

Princípio 5º
Crianças com deficiência física ou mental devem receber educação e cuidados especiais exigidos pela sua condição particular. Porque elas merecem respeito como qualquer criança.

Princípio 6º
Toda a criança deve crescer num ambiente de amor, segurança e compreensão. As crianças devem ser criadas sob o cuidado dos pais, e as mais pequenas jamais deverão separar-se da mãe, a menos que seja necessário (para bem da criança). O governo e a sociedade têm a obrigação de fornecer cuidados especiais para as crianças que não têm família nem dinheiro para viver decentemente.

Princípio 7º
Toda a criança tem direito a receber educação primária gratuita, e também de qualidade, para que possa ter oportunidades iguais para desenvolver as suas habilidades.
E como brincar também é uma boa maneira de aprender, as crianças também têm todo o direito de brincar e de se divertir!

Princípio 8º
Seja numa emergência ou acidente, ou em qualquer outro caso, a criança deverá ser a primeira a receber protecção e socorro dos adultos.

Princípio 9º
Nenhuma criança deverá sofrer por negligência (maus cuidados ou falta deles) dos responsáveis ou do governo, nem por crueldade e exploração. Não será nunca objecto de tráfico (tirada dos pais e vendida e comprada por outras pessoas).
Nenhuma criança deverá trabalhar antes da idade mínima, nem deverá ser obrigada a fazer actividades que prejudiquem sua saúde, educação e desenvolvimento.

Princípio 10º
A criança deverá ser protegida contra qualquer tipo de preconceito, seja de raça, religião ou posição social. Toda criança deverá crescer num ambiente de compreensão, tolerância e amizade, de paz e de fraternidade universal.

P.S. Não podia ter acontecido em melhor altura e ainda bem que calhou neste dia. Este meu cantinho festeja hoje os 1000 dias de existência. Muito obrigado a todos vocês por me ajudarem a manter este espaço de pé. Obrigado por me deixarem ser "criança".