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quinta-feira, agosto 23, 2012

Noé morava em Portugal :-)



Um dia, o Senhor chamou Noé que morava em Portugal e disse-lhe:
- Dentro de 6 meses, farei chover ininterruptamente durante 40 dias e 40 noites, até que todo o Portugal esteja coberto pelas águas. Os maus serão destruídos, mas quero salvar os justos e um casal de cada espécie animal.
Vai e constrói uma arca de madeira.

Chegada a altura, os trovões deram o aviso e os relâmpagos cruzaram o céu.

Noé chorava, ajoelhado no quintal da sua casa, quando ouviu a voz do Senhor soar furiosa, entre as nuvens:
- Noé, onde está a arca?
 
- Perdoe-me, Senhor, suplicou o homem! Fiz o que pude, mas encontrei dificuldades imensas:
Primeiro tentei obter uma licença da Câmara Municipal, mas, além das taxas elevadas para obter o alvará, pediram-me uma contribuição para a campanha do Partido, para a reeleição do presidente.
Precisando de dinheiro, fui aos bancos mas não consegui empréstimo, mesmo aceitando aquelas taxas de juros... 

Os Bombeiros exigiram um sistema de prevenção de incêndio, mas consegui contornar a situação, subornando um funcionário.
Começaram então os problemas com o Instituto Florestal para a extracção da madeira. Eu disse que eram ordens Suas, mas eles só queriam saber se eu tinha o “Projecto de Reflorestamento” e um tal “Plano Sectorial”.

Neste meio tempo, a Protecção dos Animais descobriu alguns casais de animais guardados no meu quintal.
Disseram-me que eram espécies protegidas! Além de pesada multa, fui colocado em prisão preventiva pela posse dos animais.
Valeu-me a pulseira electrónica!

Quando comecei a obra, apareceu a Inspecção do Trabalho. Multou-me porque eu não tinha um
engenheiro naval responsável pela construção. 

Fui à Universidade Independente e comprei um diploma de engenheiro. Fecharam a Universidade e tive de pôr o diploma no papelão!
Veio o Sindicato e exigiu contrato de funcionário público para os carpinteiros.
Em seguida vieram as Finanças! disseram-me que a arca era um “sinal exterior de riqueza“ e agravaram-me o IRS. Não tive dinheiro para pagar e colocaram-me a arca sob penhora.

Finalmente, quando a Secretaria de Estado do Ambiente pediu o “Relatório de Impacto Ambiental“ sobre a zona a ser inundada, juntei-lhe o mapa de Portugal. Enviaram-no para o INAG que só vai apreciar o assunto depois de resolver o problema da Costa da Caparica!

Noé terminou o relato a chorar.

- Senhor! Que hei-de eu fazer mais?

Notou então que o céu clareava e perguntou:

- Senhor, sempre vais destruir Portugal?

- Não! - respondeu a Voz entre as nuvens - Já vi que cheguei tarde! O Passos Coelho chegou primeiro!

terça-feira, agosto 14, 2012

Ah pois é!!!!!



No dia a seguir às eleições ía o Passos Coelho e a sua esposa a passar no Rossio onde estava um cego a tocar acordeão.

Então, a senhora puxou de uma nota de 50 Euros, e deu-a ao cego, que lhe agradeceu.

Prontamente Passos Coelho diz para a mulher:
- Foste logo dar 50 Euros ao cego?!

Esta responde ao marido:

- Cala-te! Se não fossem os cegos, tu não eras, Primeiro-Ministro!

quinta-feira, julho 26, 2012

Conversas secretas ...


Conversa entre Passos Coelho e Miguel Relvas:

- Ó Relvas, já viste isto, isto está de tal maneira que até as raparigas licenciadas têm que se prostituir para sobreviver.

O Ministro com o seu sorriso responde:
- Lá estás tu a inverter tudo,....o que se passa é que o nosso sistema de ensino está tão bom, que até as prostitutas hoje são licenciadas...

terça-feira, julho 24, 2012

Quimica :)



Aluno tira 20 em Química.

Seja quem for que tenha escrito isto, aluno ou não, merece um vinte.

Eu acho que ele mereceria o Nobel de Química...

Prova do Curso de Química, foi perguntado:
- Qual a diferença entre SOLUÇÃO e DISSOLUÇÃO?

Resposta de um aluno:
- Colocar UM dos POLÍTICOS PORTUGUESES num TANQUE DE ÁCIDO para que DISSOLVA é uma DISSOLUÇÃO. Colocar TODOS é uma SOLUÇÃO!


E completou: 
- Se se Liofilizar, teremos o mais puro Extrato de Pó de Merda do mundo!

sábado, julho 14, 2012

Negociar é uma arte


Negociar é uma arte que requer muita imaginação, sobretudo conhecer os pontos fracos do outro lado e saber negociar os pontos fortes…

PAI– Escolhi uma óptima moça para você casar.
FILHO – Mas, pai, eu prefiro escolher a minha mulher.
PAI – Meu filho, ela é filha do Bill Gates…
FILHO – Bem, neste caso, eu aceito.

Então, o pai negociador vai encontrar o Bill Gates.

PAI – Bill, eu tenho o marido para a sua filha!
BILL GATES – Mas a minha filha é muito jovem para casar!
PAI - Mas este jovem é vice-presidente do Banco Mundial…
BILL GATES – Neste caso, tudo bem. 

Finalmente, o pai negociador vai ao Presidente do Banco Mundial.

PAI – Senhor Presidente, eu tenho um jovem recomendado para ser vice-presidente do Banco Mundial.
PRES. BANCO MUNDIAL – Mas eu já tenho muitos vice-presidentes, mais do que o necessário. 
PAI – Mas, senhor, este jovem é genro do Bill Gates. 
PRES. BANCO MUNDIAL – Neste caso ele pode começar amanhã mesmo! 


Moral da história: Não existe negociação perdida. Tudo depende da estratégia!!! 


“Se um dia disserem que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se: a Arca de Noé foi construída por amadores; profissionais construíram o Titanic…“

quinta-feira, julho 12, 2012

Tu Ti Tu Tu Tu Tu ...


Na sua recente visita aos Estados Unidos, Miguel Relvas e respectiva comitiva hospedaram-se num luxuoso hotel.

Ao fim da tarde Miguel Relvas pega no telefone, liga ao serviço de quartos e diz:
- TU TI TU TU TU TU.

A funcionária não compreende o que quer dizer Miguel Relvas e, pensando que se trata de uma mensagem cifrada, avisa o FBI.

Num ápice, apresentam-se dois agentes do FBI que, postos ao corrente de tudo, mas não conseguindo decifrar a mensagem, decidem chamar a CIA.

Os serviços secretos mandam dois agentes ao hotel, os quais começam logo a investigar e a tentar decifrar a mensagem, mas sem qualquer resultado.

Entretanto, Miguel Relvas volta a telefonar e todos o ouvem repetir:
- TU TI TU TU TU TU.

Desesperados, os agentes resolvem recorrer ao tradutor oficial da Embaixada dos EUA em Portugal.

Um caça supersónico do Pentágono desloca-se ao aeroporto de Figo Maduro, e o tradutor é conduzido, sem mais delongas, aos Estados Unidos.

Chegado ao hotel e posto ao corrente da situação, o tradutor disfarça-se de criado, vai aos aposentos de Miguel Relvas e......descobre o mistério:

O Ministro português queria dizer, no seu inglês técnico (da Universidade Lusófona):
- TWO TEA TO 222 !!!!

segunda-feira, maio 14, 2012

Os Ludibrias

I

As sarnas de barões todos inchados
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo o que lhes dá na real gana
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se do quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram!

II

E também as jogadas habilidosas
Daqueles tais que foram dilatando
Contas bancárias ignominiosas,
Do Minho ao Algarve tudo devastando,
Guardam para si as coisas valiosas
Desprezam quem de fome vai chorando!
Gritando levarei, se tiver arte,
Esta falta de vergonha a toda a parte!

III

Falem da crise grega todo o ano!
E das aflições que à Europa deram;
Calem-se aqueles que por engano
Votaram no refugo que elegeram!
Que a mim mete-me nojo o peito ufano
De crápulas que só enriqueceram
Com a prática de trafulhice tanta
Que andarem à solta só me espanta.

IV

E vós, ninfas do Coura onde eu nado
Por quem sempre senti carinho ardente
Não me deixeis agora abandonado
E concedei engenho à minha mente,
De modo a que possa, convosco ao lado,
Desmascarar de forma eloquente
Aqueles que já têm no seu gene
A besta horrível do poder perene!

    Luiz Vaz Sem Tostões

quinta-feira, abril 26, 2012

Carta aberta ...

Carta Aberta ao Primeiro-Ministro e Ministros da Economia e das Finanças

Srs. Governantes de Portugal,

Sou uma técnica administrativa, de uma empresa pública de transportes da área metropolitana de Lisboa (que está prestes a ser destruída), sou possivelmente uma candidata séria ao desemprego, pois aquilo que está previsto para esta área é bastante preocupante. Aufiro um vencimento que
ronda os 1100€ (líquido), tenho 36 anos e "visto a camisola" da minha empresa desde os 19 anos.

Tenho o 12º ano de escolaridade, porque na época em que estudava os meus pais, que queriam o melhor para mim, não tinham possibilidade de me pagar uma universidade, por isso tive de ingressar cedo no mercado de trabalho, investi na minha formação e tirei alguns cursos para evoluir, continuo a
ambicionar tirar um curso superior. Pensava efectuar provas no próximo ano, para tentar ingressar numa universidade pública, faria um sacrifício para pagar as propinas (talvez com o dinheiro que recebesse do IRS, conseguisse pagá-las), mas realizaria um sonho antigo.

Comprei casa há uns anos (cerca de 7 anos), consciente de que conseguia pagar a dívida que estava a contrair, nessa altura era possível e de acordo com a lógica de evolução das coisas, a minha vida melhoraria gradualmente, este era o meu pensamento e julgo que partilhado pela maioria dos
portugueses. Não vivo, nem nunca vivi acima das minhas possibilidades. Tenho um carro de 1996, porque sou contra o endividamento e achei sempre que não podia dar-me ao luxo de ter um carro melhor, confesso que já me custa conduzir aquela lata velha, mas peço todos os dias para que não me deixe ficar mal, esse carro foi comprado a pronto, custou-me cerca de 1.000€, que paguei com um subsídio de férias ou de natal, direito alienável de qualquer trabalhador. Esses subsídios permitem-me pagar o condomínio, os seguros de carro e casa, o IMI ou outras despesas extra com as quais
não estou a contar (como por exemplo a oficina, quando a lata velha resolve avariar).

Até hoje paguei sempre as minhas contas a tempo e horas. Tenho um cartão de crédito que a banca me ofereceu, mas que nunca utilizo, porque sou consciente dos juros exorbitantes que são cobrados e tenho exemplos de que não se deve gastar o que não se tem. Não pago qualquer prestação para além
da casa, se não tiver dinheiro, não efectuo a compra. Isto tudo para dizer, que não devo, nem nunca devi nada a ninguém. Pago todos os meus impostos, portagens, saúde, alimentação, água, luz, gás, gasolina, etc. Não tenho filhos, e hoje dou graças a deus, porque não sei em que condições
viveriam se os tivesse.

Esta pequena introdução sobre a história da minha vida, que acho que não interessa a ninguém, mas apenas a mim, serve para que percebam a minha realidade, que certamente é a realidade de milhares de portugueses, haverá uns em situação muito pior e alguns em situação bem melhor. Mas posso
servir bem, como um pequeno exemplo ilustrativo, para aqueles que governam um país, que por acaso tem pessoas, algo que me parece muitas vezes ser esquecido.

É esta a minha forma de demonstrar a minha indignação perante alguns comentários efectuados por alguns de vós e tendo em conta a actual situação do nosso país. Aproveitando também para lhes pedir alguns esclarecimentos.
Eu já ouvi o primeiro-ministro português, dizer que não sente que tem de pedir desculpas aos portugueses, pelo défice e pela dívida, mas pergunto Sr. Primeiro-ministro, sou eu que tenho de pedir desculpas, por um orçamento de estado herdado do governo anterior, que sem a sua ajuda não
teria sido aprovado, ou já se esqueceu desse pormenor? Desde essa altura, portanto, desde o início deste ano, que vejo o meu vencimento reduzido em 5% e que contribuo mais que os outros portugueses, para o equilíbrio das contas públicas e para o défice. Sim, porque ao que me parece, eu e todos os funcionários públicos, que têm o azar de trabalhar para o estado, ou na máquina do mesmo, são mais portugueses do que os outros. Não sei se eles se contentariam em receber uma medalha, pela parte que me toca, dispenso essa honra, pois isso contribuiria para o agravamento da despesa, por isso não se incomodem, prefiro que poupem esse dinheiro e me continuem a pagar os
subsídios a que tenho direito.

Direito, Estado de Direito... Neste momento e em Portugal, não consigo descortinar o que isso é, até porque a legislação e constituição têm sido ajustadas à medida, de acordo com os interesses em vigor, pois se assim não fosse, teria sido inconstitucional a redução do meu salário, bem como seria
impossível, cortarem-me o subsídio de natal e de férias nos próximos dois anos, peço que me esclareçam também nestes pontos, pois existem muitas coisas que não estou a perceber, acredite, que não sou assim tão ignorante.
Outra coisa que me faz alguma confusão, é ouvi-lo dizer que o orçamento é seu, mas o défice não... Pergunto Sr. Primeiro-ministro, o défice é meu? O défice é dos trabalhadores portugueses, mas não é seu? O Sr. porventura não é português? Não contribuiu em nada para a situação em que nos encontramos? Há qualquer coisa aqui que não bate certo.

Agora aquilo que mais me transtorna é pedirem ainda mais sacrifícios ao povo português e terem a ousadia de dizer que (sobretudo) o povo vive acima das suas possibilidades. Como já tive oportunidade de demonstrar a minha realidade, acho que não preciso voltar a explicar a minha forma de viver e a "ginástica" que tenho de fazer com meu vencimento para conseguir pagar as minhas contas e ainda assim sobreviver. Nem consigo imaginar, como farão famílias inteiras, que apenas recebem o ordenado mínimo nacional, é para mim um exercício difícil, apenas me posso compadecer, pela situação miserável em que devem estar a viver e dar-lhes também voz, nesta minha
missiva.
Por isso, posso garantir que pela parte que me toca, não vivo acima das minhas possibilidades, mas certamente, que o Estado português e as empresas públicas, estão a viver acima das possibilidades de todos os trabalhadores portugueses. Apesar de relativamente a este assunto ainda não o ter ouvido dizer que iam haver cortes, ou os poucos que referiu, ainda não me conseguiram convencer... Dou-lhe alguns exemplos práticos, para que perceba e qualquer leigo no assunto também...

Vou referir-me a todos os que ocupam cargos relevantes na nossa sociedade, são eles os administradores de empresas, os directores, os autarcas, os deputados, ministros, assessores, vogais, etc. Todos eles e vocês auferem vencimentos superiores ao meu e da maioria dos trabalhadores, vamos supor que ganham entre os 2.000€ e os 10.000€ mensais, sabemos bem que estas contas não são as reais e que os valores são bem superiores, nalguns casos, mas para demonstrar o que pretendo, podemos usar estes valores como base.
Tudo o que vou descrever abaixo, é a realidade do meu país e da vossa má gestão enquanto governo. Não vos dei o meu voto, nem a todos os que passaram por aí desde o 25 de Abril de 1975. Apesar de concordar com os princípios básicos da democracia, há muito que deixei de acreditar que
vivia numa. Isto não é democracia, em democracia, também se ouve o povo, em democracia os órgãos de comunicação social não manipulam a opinião pública, nem são marionetas do Governo. Acredito mesmo assim, que a maioria daqueles que votaram e vos deram a vitória nestas eleições, acreditavam de facto numa mudança, mas mais uma vez, mudaram apenas as moscas e rodaram as
cadeiras.
Por tudo isto, agradeço que descontem tudo o que descrevo em baixo dos meus impostos, porque isto, meus senhores, nem eu, nem os trabalhadores portugueses, temos possibilidades de pagar!

Esclareçam-me quanto aos seguintes pontos e quanto tudo isto me custa (a mim e a todos os contribuintes portugueses):
- Se me desloco em viatura própria para o meu trabalho e a maioria das pessoas usam o transporte público, digam-me porque é que tenho de comprar carros topo de gama para toda esta gente, que ganha no mínimo o dobro que eu e que ainda tem viatura própria superior à minha? Porque tenho de lhes comprar os BMW's e os Audis, pagar-lhes a gasolina, as portagens, as inspecções, as revisões, os seguros, os motoristas e quanto isso me custa?

Acham que o povo português pode e quer, continuar a pagar isto?

- Se tenho um cartão de crédito que não utilizo, porque tenho de vos pagar os cartões de crédito com "plafond" mensal para despesas diversas? Quem vos disse que queríamos que gastassem assim o nosso dinheiro? Quem vos autorizou?

- Se almoço no refeitório da Empresa e suporto, com o meu vencimento, todas as minhas refeições, porque tenho de pagar as vossas em restaurantes de luxo?
Acham que temos possibilidade de continuar a viver assim? Como têm o descaramento de nos continuar a pedir sacrifícios?

- Se não saio do país, porque não tenho hipótese (como adorava poder efectuar uma viagem por ano), por que tenho de vos pagar, as viagens, as despesas de alojamento e as ajudas de custo? Por que viajam em classe executiva, porque ficam alojados em hotéis de 5 estrelas, se estamos a viver num país falido e endividado?

- Porque tenho de pagar os vossos telemóveis e as vossas contas?

- Porque tenho de vos pagar computadores portáteis, se para pagar o meu tive de fazer sacrifícios e ainda o utilizo ao serviço da empresa, quando necessário.

- Porque tenho de pagar 1.700€ de subsídio de alojamento, aos membros do governo que não residem em Lisboa? Se só posso pagar de renda um máximo de 500€, isto, enquanto não ficar desempregada, porque nessa altura, terei provavelmente de vender a casa ou entregá-la ao banco e procurar emprego
noutro sítio qualquer e quero ver quem me vai pagar o subsídio de alojamento ou de arrendamento. Aliás onde estão esses subsídios para os milhares de desempregados deste país?

- Não quero pagar pensões vitalícias a ex-membros do governo que continuam no activo e a acumular cargos e pensões.

- Não quero pagar ajudas de custo, ninguém me paga ajudas de custo para coisa nenhuma, não tenho de o fazer a quem aufere o triplo e o quádruplo do meu vencimento.

- Não quero pagar estudos, nem pareceres, nem quero, que estejam contemplados no Orçamento de Estado, se não têm capacidade para governar, não se candidatem aos cargos, um governo ao ser constituído, escolhe as pessoas de acordo com a sua experiência e competência nas diversas áreas
(ou assim deveria ser).
- Não quero pagar mais BPN's, nem recapitalizações da banca, nem TGV's, nem PPP's que penalizam sempre o estado e beneficiam o privado.
- Não quero mais privatizações em áreas essenciais, como a dos transportes, dos correios, das águas de Portugal, etc. Se são necessárias reformas, façam-nas, sentando-se à mesa com os trabalhadores e negociando, não aniquilando as Empresas.

- Quero uma verdadeira política de regulação e supervisão do direito à concorrência, coisa que não existe neste país.
- Quero ver nas barras dos tribunais e a indeminizarem o Estado e o Povo Português, todos os que efectuaram crimes de colarinho branco, de corrupção, de má gestão, que defraudaram o estado em milhões de euros. Se eu cometer um crime sou responsabilizada por ele. Esles também têm de ser.

Estes são apenas alguns exemplos das despesas, que nem eu, nem a maioria dos trabalhadores portugueses, querem pagar. Por isso meus senhores, façam as contas, digam-nos quanto poupam com todas estas coisas e depois sim, podem pedir sacrifícios aos portugueses, mas a todos, não só a alguns, nem sempre aos mesmos.

Até lá, restituam-me o que me estão a roubar no vencimento desde o inicio deste ano. Peço que tirem de uma vez por todas essa ideia da cabeça, de me tirarem os subsídios de natal e de férias dos próximos anos, aliás, isso é inconstitucional e ilegal ("Os subsídios de Natal e de férias são inalienáveis e impenhoráveis". - F. Sá Carneiro, Decreto-Lei n.º 496/80 de 20 de Outubro, promulgado em 10.10.1980, pelo Presidente da República A. Ramalho Eanes), acho que estão a ter algum problema com os vossos responsáveis da área jurídica e não vos estão a prestar os devidos
esclarecimentos, por isso, deixo aqui o meu pequeno contributo.
E para não dizerem que nós não queremos fazer sacrifícios, deixo também uma pequena lista das áreas para onde quero contribuir, com os meus impostos e onde quero ver o meu dinheiro aplicado:
- Quero continuar a descontar para a Segurança Social e a mantê-la sustentável, para pagamento de:
  -Reformas daqueles que trabalharam e descontaram uma vida inteira, daqueles que lutaram pelo nosso país e foram obrigados a ir para uma guerra, que não era deles e onde ainda hoje impera a vergonha nacional, na forma como são tratados os ex-combatentes. Não me importo e concordo, que a reforma mínima, seja aumentada para um valor que garanta dignidade aos nossos idosos, o que está longe de acontecer nos dias de hoje;

  - Abono de Família, com aumento para as famílias mais desfavorecidas ou com rendimentos inferiores a 1.000€ (aumentando de acordo com o número de filhos).

  - Pagamento de subsídio de apoio social, desde que verificada a real necessidade da família ou indivíduo.  Bem como, de todos os subsídios (de doença, desemprego, assistência à família, maternidade, etc.), desde que verificadas as situações, o que me parece já ser uma prática comum.

  - Aumento do ordenado mínimo nacional para 500€ (o que continua a ser uma vergonha).

- Continuo a pagar impostos para garantir uma boa Educação, Saúde, Justiça (neste caso para todos e não só para alguns), Segurança, Cultura, ou seja, para todas as áreas onde o governo tem reduzido e quer reduzir ainda mais, ao abrigo da austeridade.

Agora peço-vos que não insultem mais a inteligência dos portugueses, a única coisa estúpida que fazem, é continuar a dar poder a pessoas pequeninas como os senhores, que pouco ou nada contribuem para lhes melhorar a vida.

Não nos voltem a dizer, que estas medidas são necessárias e suficientes, porque sabemos que é mentira e, enquanto não apostarem no crescimento real da economia, na produção de recursos e na criação de emprego, todas as medidas que tomarem, terão um efeito nulo e só agravarão a situação do país e das famílias. Não é necessário ser um grande génio financeiro, pois até o Sr. Zé da mercearia (com todo o respeito que tenho pelo sr., e que apenas estudou até à 4ª classe), percebe isto.

Não nos comparem nunca mais, com outros países mais desenvolvidos, ou quando o fizerem, esclareçam também, quais os benefícios sociais que eles têm e os ordenados que eles recebem, digam também quanto pagam de impostos e por serviços e quanto pagamos nós. Somos dos mais pobres e dos que mais pagam por tudo. Por isso meus senhores não nos peçam mais nada, porque já passaram todos os limites.
Fico a aguardar uma resposta a todas estas minhas questões.

Não me despeço com consideração, porque infelizmente, ainda não a conseguiram ganhar.

Manuela Cortes


Recebi esta carta via e-mail, mas é um documento que realmente deve demonstrar o sentimento da grande maioria dos portugueses e que por isso deve ser lido e difundido.

Chega de nos andarem a lançar areia para os olhos .... chega de tapar o sol com a peneira ... chega de nos andarem a enganar, a desviar a nossa atenção para assuntos de menor interesse para esconderem os assuntos de real interesse para todos nós.



quarta-feira, março 14, 2012

Senhor Primeiro Ministro


Sr. primeiro-ministro, depois das medidas que anunciou sinto uma força a crescer-me nos dedos e uma raiva a nascer-me nos dentes. Também eu, senhor primeiro-ministro. Só me apetece rugir!...

O que o Senhor fez, foi um Roubo! Um Roubo descarado à classe média, no alto da sua impunidade política! Por isso, um duplo roubo: pelo crime em si e pela indecorosa impunidade de que se revestiu. E, ainda pior: Vossa Excelência matou o País!

Invoca Sua Sumidade, que as medidas são suas, mas o déficite é do Sócrates!
Só os tolos caem na esparrela desse argumento. O déficite já vem do tempo de Cavaco Silva, quando, como bom aluno que foi, nos anos 80, a mando dos donos da Europa, decidiu, a troco de 700 milhões de contos anuais, acabar com as Pescas, a Agricultura e a Industria.

Farisaicamente, Bruxelas pagava então, aos pescadores para não pescarem, e aos agricultores para não cultivarem. O resultado foi uma total dependência alimentar, uma decadência industrial e investimentos faraónicos no cimento e no alcatrão. Bens não transacionáveis, que significaram o êxodo rural para o litoral, corrupção larvar e uma classe de novos muitíssimo-ricos. Toda esta tragédia, que mergulhou um País numa espiral deficitária, acabou, fragorosamente, com Sócrates. O déficite é de toda esta gente, que hoje vive gozando as delícias das suas malfeitorias. E você é o herdeiro e o filho predileto de todos estes que você, agora, hipocritamente, quer pôr no banco dos réus?

Mas o Senhor também é responsável por esta crise. Tem as suas asas crivadas pelo chumbo da sua própria espingarda. Porque deitou abaixo o PEC4, de má memória, dando asas aos abutres financeiros para inflacionarem a dívida para valores insuportáveis e porque invocou como motivo para tal chumbo, o caráter excessivo dessas medidas.

Prometeu, entretanto, não subir os impostos. Depois, já no poder, anunciou como excecional o corte no subsídio de Natal. Agora, isto! Ou seja, de mentira em mentira, até a este colossal embuste, que é o Orçamento Geral do Estado.

Diz Vossa Eminência que não tinha outra saída. Ou seja, todas as soluções passam pelo ataque ao Trabalho e pela defesa do Capital Financeiro. Outro embuste. Já se sabia no que resultaram estas mesmas medidas na Grécia: no desemprego, na recessão e num déficite ainda maior. Pois o senhor, incauto e ignorante, não se importou de importar tão assassina cartilha. Sem Economia, não há Finanças, deveria saber o Senhor. Com ainda menos Economia (a recessão atingirá valores perto do 5% em 2012), com muito mais falências e com o desemprego a atingir o colossal valor de 20%, onde vai Sua Sabedoria buscar receitas para corrigir o déficite? Com a banca descapitalizada (para onde foram os biliões do BPN?), como traçará linhas de crédito para as pequenas e médias empresas, responsáveis por 90% do desemprego?

O Senhor burlou-nos e espoliou-nos. Teve a admirável coragem de sacar aos indefesos dos trabalhadores, com a esfarrapada desculpa de não ter outra hipótese. E há tantas!
Dou-lhe um exemplo: o Metro do Porto. Tem um prejuízo de 3.500 milhões de euros, é todo à superfície e tem uma oferta 400 vezes!!! superior à procura. Tudo alinhavado à medida de uns tantos autarcas, embandeirados por Valentim Loureiro.
Outro exemplo: as parcerias publico-privadas, grande sugadouro das finanças públicas.
Outro exemplo: dizem os estudos que, se V. Ex.ª cortasse, na mesma percentagem, os rendimentos das 10 maiores fortunas de Portugal, ficaríamos aliviadinhos de todo, desta canga deficitária. Até porque foram elas, as grandes beneficiárias desta orgia grega que nos tramou.

Estaria horas, a desfiar exemplos e Você não gastou um minuto em pensar em deslocar-se a Bruxelas, para dilatar no tempo, as gravosas medidas que anunciou, para Salvar Portugal!

Diz Boaventura de Sousa Santos que o Senhor Primeiro-Ministro é um homem sem experiência, sem ideias e sem substrato académico para tais andanças.

Concordo! Como não sabe, pretende ser um bom aluno dos mandantes da Europa, esperando deles, compreensão e consideração.

Genuina ingenuidade! Com tudo isto, passou de bom aluno, para lacaio da senhora Merkel e do senhor Sarkhozy, quando precisávamos, não de um bom aluno, mas de um Mestre, de um Líder, com uma Ideia e um Projeto para Portugal. O Senhor, ao desistir da Economia, desistiu de Portugal! Foi o coveiro da nossa independência. Hoje, é, apenas, o Gauleiter de Berlim.

Demita-se, senhor primeiro-ministro, antes que seja o Povo a demiti-lo.

(Nicolau Santos, na sua habitual coluna do semanário Expresso)

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

Piegas????!!!!!!!


piegas
(origem obscura)   
1. [Depreciativo] Que ou quem é muito sensível ou assustadiço.

2. [Depreciativo] Que ou quem se prende com pequenas coisas.

Falar é fácil quando no alto do seu excelente ordenado a vida é fácil.

Olhando para a definição da palavra até temos de dar razão aquele que está a fazer exatamente o contrário do que disse para que os tanços o elegessem para o cargo, vulgo primeiro ministro. Temos mesmo de nos agarrar a pequenas coisas, ou não fosse cada vez mais pequeno o nosso ordenado.

segunda-feira, outubro 24, 2011

Subsidios!!!!!!!

Pois é meus amigos! Há quem sofre com as medidas de austeridade e OUTROS não! Pelo menos é que demonstra o orçamento da Assembleia da República para 2012!

Podem constatar que na página 4659 do  documento "Resolução da Assembleia da República Nº131/2011, de 18 de Outubro de 2011" (imagem), portanto publicada depois de conhecidas as pretensões do Governo da República relativamente às medidas de austeridade para 2012, existe orçamentação para subsídios de férias e natal naquele organismo.

Resumindo, uns são filhos e outros são enteados!

sexta-feira, outubro 08, 2010

O Povo...

"O povo saiu à rua para festejar a vitória do Benfica e eu, apesar de ser simpatizante do Sporting, não achei mal. As pessoas têm o direito de ficar alegres.

O povo saiu à rua para ver o Papa e eu, apesar de ser agnóstico, não achei mal. As pessoas têm direito a ter a sua fé.

O povo foi à Covilhã espreitar a selecção e eu, apesar de não ligar nenhuma a futebóis, não achei mal. As pessoas têm direito ao patriotismo.

O governo escolhido pelo povo impõe medidas de austeridade umas atrás das outras, aumentando os impostos e não abdicando dos mega investimentos. O povo não reage. Não sai à rua. Reclama à boca pequena e cria grupos zangados no Facebook. É triste que este povo, que descobriu meio mundo, não imprima, à reivindicação dos seus direitos, a mesma força que imprime às manifestações das suas paixões."

Pobreza
Um país onde se admite a possibilidade de taxar o subsídio de Natal, ou mesmo acabar com ele, mas que gasta dinheiros públicos para TGV, altares, estádios de Futebol, frotas milionárias para gestores públicos (922 carros topo de gama, já em 2010), reformas obscenas a quem trabalha meia dúzia de anos ou nem tanto, etc... é, de facto, um país pobre.

Mas, pobre de espírito, antes de mais!

(recebido via e-mail)

quinta-feira, maio 13, 2010

Aproveitar o estado de graça

«O primeiro-ministro José Sócrates anunciou esta tarde, depois da reunião do Conselho de Ministros, "um esforço adicional a todos os portugueses" que se traduz em aumentos de um ponto percentual de todos os escalões do IVA até ao final de 2011. A taxa máxima passa para 21 por cento e a reduzida, que incide sobre bens de primeira necessidade (alimentos e medicamentos comparticipados) fica em seis por cento, enquanto o IVA sobre a restauração sobe para 13 por cento.»

(in Correio da Manhã)

Não se pode dizer que o governo não foi esperto. Aproveitou o estado de graça que se vai vivendo neste cantigo, com meio país a festejar a vitória do clube do regime enquanto a outra metade não vê as noticias para não ter de ver os festejos, metade do país a ver o Papa na televisão ou "in loco" enquanto a outra metade nem liga a televisão para não ver os festejos católicos, e lança a bomba que vai passando despercebida até ser demasiado tarde.

O anúncio é feito bem no dia em que os funcionários públicos, na sua maioria, nem estão a trabalhar, aproveitando a tolerância dada precisamente pelo governo.

Do outro lado, Cavaco silva, passeando ao lado do Papa, lança a mensagem de confiança: «O povo português precisa, em primeiro lugar, de confiança em si próprio, nas suas próprias capacidades, nas suas capacidades para vencer os obstáculos.»

Se isto não é uma sincronização perfeita entre os dois chefes de estado não sei o que será.

segunda-feira, março 15, 2010

Se...

«se não fosse mentiroso, também não era presidente da câmara»

(Fernando Costa in congresso PSD)

São aquelas verdades universais que só alguns iluminados têm coragem de dizer. Todos o sabem mas nem todos conseguem dizê-las com esta frontalidade.

Fosse eu militante do PSD, ou munícipe das Caldas da Rainha, e de certeza que votava neste homem, apenas pela frontalidade dele :)

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Um tiro no pé

« 'Até que ponto é que eu sou um problema resolvido vamos ver. Neste caso, na direcção do JN eu sou um problema resolvido'.»

(Mário Crespo in Correio da Manhã)

Numa altura em que as "novas tecnologias" são um tema vulgarmente falado, elas são, ao mesmo tempo, uma bandeira e uma dor de cabeça para o governo.

"Calar" um jornalista num determinado jornal não o faz perder o dom da "fala", antes pelo contrário, dá-lhe poder, que no mundo da internet é sinónimo de leitores garantidos.

Este foi, para já, um tiro no pé.

domingo, novembro 29, 2009

Será possível ...

«As tropas norte-americanas podiam ter capturado Osama bin Laden no final de 2001, nas montanhas do leste do Afeganistão, mas uma série de erros das chefias militares, principalmente em Washigton, permitiram a fuga do líder da al-Qaeda para o Paquistão, revela um relatório do Senado norte-americano divulgado este fim-de-semana.»

(in Correio da Manhã)

Estas revelações a serem verdade deixam antever uma série de situações que há muito andam a ser faladas e sempre a ser ocultadas.

O falhanço na captura de Bin Laden pouco tempo depois do atentado do 11 de Setembro mostra que afinal a super potência que controla o mundo também falha. Por outro lado dá força à teoria que sempre defendeu as lacunas na hipótese do atentado ser obra da Al Qaeda, ou não se falhava a captura do lider da maior organização terrorista.

Depois destas alegações ainda há quem diga que a guerra que se iniciou contra o terrorismo sempre teve um objectivo por trás que não apenas a luta que apregoava? Será que a captura de Bin Laden naquela altura não iria acabar logo com essa guerra e por consequência acabava com a venda das armas?

São apenas mais algumas "teorias da conspiração" mas que ganham força com estas afirmações. E tenho a certeza que mais segredos andam escondidos nos corredores da Casa Branca.

domingo, setembro 27, 2009

E o vencedor é ...

"o povo falou e falou bem claro : o PS foi de novo escolhido para governar Portugal. E foi escolhido sem nenhuma ambiguidade"

(José Sócrates in Público)

O que fica agora para estes próximos 4 anos de governação é o facto de não haver uma maioria. Os acordos vão ter de existir à direita e à esquerda em função das politicas que estiverem em causa.

Não sei se se poderá falar de uma vitória do PS ou de uma derrota do PSD. Espero que no fim sejamos nós (o povo) a ganhar.