Faz hoje precisamento 12 dias que fui tirar o cartão do cidadão, sim que este marinheiro já aderiu às novas tecnologias :), e estou aqui a indicar que faz 12 dias porque foi hoje que o fui levantar.
Um cartão todo "pipi", com uma série de números lá colocados, e com mais uma parafrenália de coisas que não sei bem para que servem, nem se alguma vez vão servir.
Fica registado o facto de termos de decorar um "pin", mais um a juntar ao conjunto de coisas a memorizar, para quando formos mandados parar pela autoridade e estes quiserem saber a nossa morada. Antigamente perguntavam e a malta dizia, porque o B.I. também não tinha essa informação, mas agora é tudo mais simples, eles perguntam, nós dizemos o código e a morada é vista. Isto claro se tiverem o dispositivo para ler cartões.
Outra situação nova é a assinatura digital. Podemos activar a assinatura digital que serve para assinar documentos na internet. Ui ... muita à frente. MAS, sim porque há sempre um MAS, temos de ter um dispositivo para ler os cartões.
Ora para que raio quero eu, que navego muito na internet e já me estava a ver a assinar os e-mails e outras coisas, uma possibilidade de ter assinatura digital se depois não tenho o dispositivo.
Não activei. Não faz mal, diz a funcionária, acho que ninguém tem este dispositivo (e quando fala em ninguém é nas instituições públicas).
O que é certo é que quando o fui fazer demorei uns 20 minutos na Loja do Cidadão de Tavira, e para o levantar outros tantos. Queria ir há loja de Faro apenas para ver os uniformes que tanta confusão deram, mas a de Tavira estava mais perto.
Por isso tenho de louvar este novo conceito de loja que simplifica as coisas.
Ah! É verdade. E como para a semana temos eleições o número de eleitor também está neste cartão. Mas de momento não dá para ver porque não tenho ... (não percebi o que a senhora disse mas também não perguntei, se não dá, não dá) e por isso ainda fiquei com o cartão de eleitor antigo e é com esse que ainda vou votar.
Agora que tenho toda a informação num só cartão quero ver quantas vezes é que vou usar essa mesma informação. Parece-me que vamos continuar a usar apenas o número do B.I. e o de Contribuinte, que como já os sabia de cor nem vou puxar pelo cartão. A ver vamos.
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terça-feira, setembro 22, 2009
quarta-feira, abril 22, 2009
As novas tecnologias
Muito se tem falado acerca da implementação das novas tecnologias no futebol. Os defensores indicam como mais valia para o futebol a inclusão de chip na bola, do “olho falcão” e até do vídeo árbitro, entre outras.
Dão exemplos de outros desportos onde estas mais valias são amplamente utilizadas e da “verdade desportiva” que advém da sua utilização.
Alegam que com essas novas tecnologias os erros que existem no futebol, nomeadamente os foras-de-jogo, os penaltys e os golos que entram ou não acabariam.
Na opinião destes defensores a essência do futebol nunca seria afectada e que só poderiam melhorar o futebol espectáculo.
Curioso ou não é que nunca ouvi ninguém defender a colocação de dois árbitros em campo.
Na maioria dos desportos que utilizam as novas tecnologias, andam em campo mais do que um árbitro, e as tecnologias são utilizadas apenas quando não existe consenso entre os vários elementos. Mesmo aqueles que não utilizam as novas tecnologias já existem dois árbitros em campo.
Na minha opinião a melhoria das arbitragens passa primeiro pela profissionalização dos árbitros. É incoerente que se fale de ligas profissionais quando são apitadas por árbitros semi-profissionais (seja lá o que isso for). Uma pessoa que apenas faça profissão de árbitro tem obrigação de usar o seu tempo para treinar, onde este treino passa não só pela condição física, como pela sua capacidade de analisar os lances do jogo.
Utilizar o tempo para visualizar vídeos, analisar prestações, é tão importantes como o treino da sua condição física.
Um árbitro profissional pode ser responsabilizado por um erro que cometa, retirando parte do seu vencimento por exemplo.
Uma avaliação sobre as prestações pode fazer o árbitro subir de escalão em detrimento de outros que não são tão capazes, ou vice-versa.
Depois os dois árbitros.
A colocação de dois árbitros em campo, a acompanhar em simultâneo os lances do jogo, a uma distância um do outro que possibilite duas visualizações diferentes sobre as movimentações dos jogadores permite que o que um não veja seja perceptível pelo outro ou que os dois vejam a mesma coisa de dois ângulos diferentes.
Num campo tão grande como o de futebol, não seria a inclusão de mais um elemento, que o iria sobrelotar. Mas seria de certeza uma mais valia para o jogo.
Havendo já conferência entre os elementos das equipas de arbitragem, não seria de certeza mais um árbitro que iria atrasar a cadência do jogo.
Esta movimentação dos árbitros nunca poderia ser dividida em meios campos, deveria pelo contrário ser apenas condicionada pela melhor colocação para analisar os acontecimentos, por exemplo, um à frente do lance e outro atrás, numa diagonal entre os dois, sendo que nas laterais estariam os árbitros auxiliares.
E se tivermos em conta que os árbitros seriam profissionais qualquer um deles teria capacidade de decisão e queria de certeza decidir bem.
Em termos de despesa para o organismo que gerisse as arbitragens não seria um rombo porque neste momento já se paga a 4 elementos, e uma profissionalização, gerida por escalões, apenas os que realmente merecem seriam árbitros e por consequência pagos. Podia inclusive procurar-se patrocínios para ajudar a gestão, com publicidade nas camisolas dos árbitros.
Esta situação dos dois árbitros, em todos os jogos, das ligas profissionais, não seria condicionada pelas instalações dos clubes, onde as novas tecnologias esbarram. É ponto assente que não temos em Portugal instalações em todos os clubes capazes para albergar as novas tecnologias. É também ponto assente que os clubes com mais transmissões televisivas são mais escamoteados do que os outros.
Gostava de ver esta possibilidade discutida. E gostava que ela fosse discutida ainda antes de se falar das novas tecnologias.
Tenho a certeza que o futebol, aquele que todos gostamos de ver, melhoraria de certeza.
Dão exemplos de outros desportos onde estas mais valias são amplamente utilizadas e da “verdade desportiva” que advém da sua utilização.
Alegam que com essas novas tecnologias os erros que existem no futebol, nomeadamente os foras-de-jogo, os penaltys e os golos que entram ou não acabariam.
Na opinião destes defensores a essência do futebol nunca seria afectada e que só poderiam melhorar o futebol espectáculo.
Curioso ou não é que nunca ouvi ninguém defender a colocação de dois árbitros em campo.
Na maioria dos desportos que utilizam as novas tecnologias, andam em campo mais do que um árbitro, e as tecnologias são utilizadas apenas quando não existe consenso entre os vários elementos. Mesmo aqueles que não utilizam as novas tecnologias já existem dois árbitros em campo.
Na minha opinião a melhoria das arbitragens passa primeiro pela profissionalização dos árbitros. É incoerente que se fale de ligas profissionais quando são apitadas por árbitros semi-profissionais (seja lá o que isso for). Uma pessoa que apenas faça profissão de árbitro tem obrigação de usar o seu tempo para treinar, onde este treino passa não só pela condição física, como pela sua capacidade de analisar os lances do jogo.
Utilizar o tempo para visualizar vídeos, analisar prestações, é tão importantes como o treino da sua condição física.
Um árbitro profissional pode ser responsabilizado por um erro que cometa, retirando parte do seu vencimento por exemplo.
Uma avaliação sobre as prestações pode fazer o árbitro subir de escalão em detrimento de outros que não são tão capazes, ou vice-versa.
Depois os dois árbitros.
A colocação de dois árbitros em campo, a acompanhar em simultâneo os lances do jogo, a uma distância um do outro que possibilite duas visualizações diferentes sobre as movimentações dos jogadores permite que o que um não veja seja perceptível pelo outro ou que os dois vejam a mesma coisa de dois ângulos diferentes.
Num campo tão grande como o de futebol, não seria a inclusão de mais um elemento, que o iria sobrelotar. Mas seria de certeza uma mais valia para o jogo.
Havendo já conferência entre os elementos das equipas de arbitragem, não seria de certeza mais um árbitro que iria atrasar a cadência do jogo.
Esta movimentação dos árbitros nunca poderia ser dividida em meios campos, deveria pelo contrário ser apenas condicionada pela melhor colocação para analisar os acontecimentos, por exemplo, um à frente do lance e outro atrás, numa diagonal entre os dois, sendo que nas laterais estariam os árbitros auxiliares.
E se tivermos em conta que os árbitros seriam profissionais qualquer um deles teria capacidade de decisão e queria de certeza decidir bem.
Em termos de despesa para o organismo que gerisse as arbitragens não seria um rombo porque neste momento já se paga a 4 elementos, e uma profissionalização, gerida por escalões, apenas os que realmente merecem seriam árbitros e por consequência pagos. Podia inclusive procurar-se patrocínios para ajudar a gestão, com publicidade nas camisolas dos árbitros.
Esta situação dos dois árbitros, em todos os jogos, das ligas profissionais, não seria condicionada pelas instalações dos clubes, onde as novas tecnologias esbarram. É ponto assente que não temos em Portugal instalações em todos os clubes capazes para albergar as novas tecnologias. É também ponto assente que os clubes com mais transmissões televisivas são mais escamoteados do que os outros.
Gostava de ver esta possibilidade discutida. E gostava que ela fosse discutida ainda antes de se falar das novas tecnologias.
Tenho a certeza que o futebol, aquele que todos gostamos de ver, melhoraria de certeza.
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