domingo, setembro 03, 2006

7º Mergulho

Domingo, dia 03 de Setembro de 2006, efectuado na Pedra da Greta, a uma profundidade máxima de 19.8 metros, com uma duração de 45 minutos.

O dia começou com alguma expectativa, visto ter estado levante nos dias anteriores e as condições para a prática do mergulho serem muito reduzidas. Tinha estado na praia no sábado e o mar estava com muitas algas, o que poderia implicar um mar muito sujo e com pouca visibilidade.
Durante a viagem a observação do mar dava a entender que já estaria bem, o que se veio a confirmar.
Chegados ao local, na pedra da greta, mas numa zona diferente daquela onde tinha sido efectuado o 6º mergulho, deparámo-nos com muitas embarcações, devido às manobras que os bombeiros estavam a desenvolver. Tivemos então de improvisar um novo local, que até se veio a revelar um local muito bom.

Depois de tudo pronto iniciamos a descida e assim que se começou a avistar o fundo demos logo de caras com enormes pedras, o que indicava um bom local para a observação.

A primeira coisa que se viu, foram nudibrânquios, vulgarmente chamados de lesmas do mar, com uma dimensão muito maior do que até então vista (por mim obviamente).

Nas pedras as estrelas do mar também não faltaram à festa, e se no último mergulho vi uma, hoje vi uma série delas, sendo que desta vez estavam todas paradas.

Os polvos também foram avistados, nada de muito grande mas sempre em actividade, leia-se a mexer, o que dá sempre um bom espectáculo. Um deles , quando o vi, estava com uma casca de berbigão na frente, e quando apontei a lanterna escondeu-se no buraco, puxando a casca com ele. Foi-me explicado posteriormente que lhe servia de protecção.

Dos peixes nem vale a pena estar aqui com relatos, porque primeiro foram muitos e variados e segundo porque não existiu nenhum que tivesse proporcionado um espectáculo digno de registo, isto é, nada muito grande.

Um pouco antes da finalização do mergulho, uma licção de preservação e protecção da fauna marinha. Estava um cofre (estrutura rectangular em ferro envolvido por uma rede) abandona no fundo do mar, já há algum tempo (sei devido à quantidade de flora que já estava agarrado), mas que ainda estava intacto, ou seja, ainda mantinha o seu propósito, que era deixar entrar o polvo e não o deixar sair. Vejo o João agarrar na faca e começar a cortar uma janela no dito cofre. Objectivo: já que a estrutura está perdida no fundo do mar, e que não tem a utilidade para a qual foi construida, porque não permitir que os peixes entrem e saiam, ou mesmo que a usem como "casa", em vez de serem apanhados na armadilha.

Em suma foi mais um bom dia para mergulhar.

Bom inicio de semana para todos.

5 comentários:

Coool disse...

LOL o mundo é mesmo pequeno! Também partilho dessa paixão pelo mundo aquático. Mas não digo porquê, porque sei que vocês, que mergulham só para ver os peixes e sentirem-se bem no meio, não perdoa quem mergulha paara caçar!

:P
Ao contrário do que se possa pensar, temos muito muito muito respeito pelo meio!

Aquele abraço

bomba disse...

Altruísmo?

Talvez não... a preservação do belo é talvez a mais sublime forma de egoísmo...

Marco Ferreira disse...

sda
Também faço caça.

Nada diz que não podes fazer as duas coisas, o que não podes fazer é as duas ao mesmo tempo, se respeitares o mar.

Experimenta. Assim tens a oportunidade de ver sem teres sempre em mente o objectivo.

ruma sempre aqui

Marco Ferreira disse...

bomba
Lamento desiludir-te mas quem faz mergulho e quem caça não destrói o belo, antes pelo contrário.

ruma sempre aqui

bomba disse...

Quem é que falou em destruir?!

Não era uma crítica, antes pelo contrário! É egoísmo no sentido da procura do nosso prazer através da beleza do que nos rodeia (Talvez até possamos falar na procura do nosso lado belo, mas isso é outra conversa). Mas um egoísmo saudável, bonito e sublime, tal como disse.

Para que mergulha abaixo da superfície e além do que se vê... não fiques sentido básico e superficial da primeira palavra que assusta :-)

Adorei o blogue