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terça-feira, junho 12, 2012

A Sombra do Vento


"Os livros são como espelhos, nele só se vê o que possuimos dentro."

Há livros que nos surpreendem. Este foi um desses casos.

A meio da história estava a ficar tão entediado que estive quase para largar o livro. Apenas a minha teimosia de "mais umas páginas" me permitiram ter o prazer de ler todo este livro.

Como descrever o livro? Um livro dentro de um livro.
É mais do que uma história dentro de outra história.

A surpresa da volta que a história dá, o encaixe perfeito da história do livro na história é uma obra prima.

Apesar de não ser o meu tipo de leitura de eleição, o autor ganhou aqui um fã e é provável que ainda volte a pegar numa outra obra dele.

Vale a pena ler.

domingo, abril 01, 2012

OOito




«No sul de França, em 1790, no auge da Revolução Francesa, o lendário tabuleiro de xadrez de Carlos Magno, oculto há mais de um milénio nas profundezas da Abadia de Montglane, corria o risco de ser descoberto. As suas peças encerram um intricado enigma e quem o decifrar terá acesso a uma antiga fórmula alquímica que lhe concederá um poder ilimitado. Para mantê-las fora do alcance de mãos erradas, as noviças Mireille e Valentine deverão espalhá-las pelos quatro cantos do mundo.
Dois séculos depois, Catherine Velis, uma jovem perita informática, é enviada para a Argélia com o objectivo de desenvolver um software para a OPEP. Nas vésperas da sua partida de Nova Iorque, um negociante de antiguidades faz-lhe uma proposta misteriosa: reunir as peças de um antigo xadrez.
Cat vê-se assim envolvida na busca do lendário jogo de xadrez e torna-se numa das peças desta partida milenar, jogada ao longo dos séculos por reis e artistas, políticos e matemáticos, músicos e filósofos, libertinos e o próprio clero. Quem está de que lado? De quem será o próximo lance?»

Uma história muito boa, muito bem interligada, apesar de distinta em época. Curioso o facto de saber que este livro já tem pelo menos uns 10 anos e que foi agora reeditado. Fico ansiosamente à espera de ler "O Fogo" que é a sequela do livro. 

domingo, janeiro 03, 2010

O Símbolo Perdido


«- Quando foi construído - sussurrou Katherine -, era a estrutura mais alta de todo o planeta.
Langdon imaginou as velhas fotografias cor de sépia dos pedreiros sobre os andaimes, a mais de cento e cinquenta metros de altura, a assentarem os blocos à mão, um por um.
Somos construtores, pensou. Somos criadores.~
Desde o princípio dos tempos que o homem sentira que tinha alguma coisa de especial... alguma coisa a mais. Ansiara por poderes que não possuía. Sonhara ser capaz de voar, curar e transformar o seu mundo de todas as formas imagináveis.»

(excerto do livro "O Símbolo Perdido de Dan Brown)

Acabei agora de ler a mais recente obra de Dan Brown e tal como seria de esperar foi espectacular. O modo como o autor consegue interligar as personagens e dar durante todo o livro aquela sensação de suspense é fantástica.

Não tenho dúvidas que esta obra vai ser, mais uma, adaptada para o cinema, pois tem qualidade para isso.

«Um ritmo alucinante recheado de voltas e reviravoltas. A não perder!» (Sunday Express)
Esta frase está nas costas do livro e descreve na perfeição o livro.

terça-feira, dezembro 08, 2009

Furia Divina


«"Olhe, quando passa ao pé de hospitais, por exemplo. Os hospitais estão cheios de equipamento radiactivo. Sempre que um contador geiger é apontado para algum hospital, a agulha mexe-se. Mas isso é normal e tem de ser descontado."
Tomás começou a sentir o coração bater mais e mais depressa. Os olhos arregalaram-se-lhe de terror e teve tanto medo da pergunta seguinte que esteve quase para não a fazer.
Mas fez.
"E... as ambulâncias?"
"É a mesma coisa."
Tomás olhou para Ted e para Rebecca, e os três caíram em si. As cabeças convergiram para a ambulância estacionada na base do edifício Chysler e os rostos imobilizaram-se por um longo segundo, interpretando o que viam de um modo totalmente novo, o pavor tombando sobre eles como uma sombra.
A ambulância era a bomba atómica.»

A mais recente obra de José Rodrigues dos Santos está com a qualidade que ele já nos habituou, sendo que, e talvez devido ao cariz sensivel do assunto, as referências à história do islão pecam por excesso. Podia ter criado o romance com menos referências. Fica a faltar em algumas partes do livro a acção, o entusiasmo sobre o que se vai passar.

De qualquer modo não deixa de ser uma bela leitura.

sábado, outubro 24, 2009

Biblioteca de Livros Digitais


Integrado nas múltiplas acções do Plano Nacional de Leitura, a Biblioteca de Livros Digitais é um espaço dinamizador de iniciativas relacionadas com leitura e a escrita, que se assume como um agregado de livros de autores consagrados e aprovados pelo Plano Nacional de Leitura e, em simultâneo como um repositório de trabalhos realizados por pessoas interessadas em criar outros textos motivados pelo livro que acabaram de ler.

(imagem e texto in site Biblioteca de Livros Digitais)

A Biblioteca de Livros Digitais é um site onde para além dos livros que se podem ler, motivando as crianças (e não só) para a leitura, se pode também ouvir alguém a ler os referidos livros, dando assim maior e nova abrangência ao contexto de leitura.

Depois da leitura os frenquentadores são aliciados a escrever uma história, a comentar o livro, no fundo a publicar algo acerca da obra que leram ou sobre uma obra sua que desejem partilhar.

Esta é uma excelente utilização deste ferramenta tão utilizada que é a internet e as suas multiplas aplicações.

Não deixem de passar pelo site, bastando para isso clicar aqui, e aproveitem o bem momento passado na companhia dos filhos, seja a ler ou apenas a ouvir, com eles, as histórias.

segunda-feira, outubro 12, 2009

"O Nome do Vento"


"Para que esta história seja como um registo dos meus feitos, devemos começar pelo inicio. Pelo coração do que sou realmente. Para o conseguir, é preciso recordar que, antes de ser qualquer outra coisa, fui um Edema Ruh.

Resgatei princesas dos túmulos de reis adormecidos, incendiei Trebon. Passei a noite com Feluriane parti são e com vida. Fui expulso da Universidade na idade em que a maioria dos alunos é admitida. Percorri caminhos ao luar, que outros receiam nomear durante o dia. Conversei com deuses, amei mulheres e compus canções que fazem chorar os trovadores.
É possívem que tenham ouvido falar de mim.

Fui criado como Kvothe. O meu pai disse-me, certa vez, que significava "conhecer"."

(in "O Nome do Vento")

"O Nome do Vento" de Patrick Rothfuss foi a minha última leitura. Um livro fantástico, que tal como outros teve o efeito em mim de não conseguir para de ler. Nesta última semana ganhei algumas horas de fantasia na mesma medida em que as perdia de sono, mas no fim valeu a pena, vale sempre a pena.

Esta é mais uma história da literatura fantástica, com a particularidade da história ser narrada pelo próprio herói. Foram 966 páginas de aventura, magia, música, amores, desgostos e fantasia, muita fantasia.

"O Nome do Vento" é, segundo aquilo que verifiquei, apenas o primeiro livro de uma triologia, e se Patrick Rothfuss conseguir manter o nível nos outros livros e história deverá roçar o excelente, colocando a fasquia ao nível dum Tolkien.

Aguardo com expectativa o próximo volume ...

domingo, junho 28, 2009

Amanhecer

"Naquele momento, a névoa vermelha que vira em redor do exército dos Volturi estava mais brilhante. Não aguentava olhar para Edward a atravessar sozinho aquele espaço branco e vazio - do mesmo modo que não me atrevia a dar mais um passo com Renesmee, em direcção aos nossos inimigos. Sentia-me dilacerada por duas forças que me impediam em sentidos contrários; o esforço que fazia para não me mover dava-me a sensação de ter os ossos prestes a estilhaçar-se.
Vi Jane a sorrir, quando Edward ultrapassou a meia distância do ponto onde nos encontrávamos, ficando mais próximos deles.
Aquele ligeiro sorriso presunçoso foi o bastante. A minha fúria atingiu o climax, ultrapassando até a sede de sangue enraivecida que sentira no momento em que vira os lobos a tomarem partido neste combate condenado. À minha lingua chegou o sabor da demência - senti-o a fluir através de mim, como uma onda gigantesca de poder absuluto."

Este quarto livro da saga Crepúsculo está tal como devia estar, intenso e arrebatador. Já o tinha dito mas volto a dizer, fiquei muito surpreendido com o estilo literário da escritora, a maneira como vai narrando a história agarra mesmo o leitor.

Este quarto livro explora uma nova variante de narração, passando entre duas personagens, a Bella e o Jacob, mostrando a sua visão dos acontecimentos na primeira pessoa. Um estilo que me agrada muito permitindo ao leitor ter uma maior quantidade de sentimentos.

Amanhecer é o fim da narração, é um "felizes para sempre", mas como ficam dados novos bem podia ser o inicio de outra narração, diferente mas entrelaçada.

A quem gosta de ler eu apenas posso dizer que esta obra é uma obrigação. Vale mesmo a pena.

quinta-feira, junho 18, 2009

Eclise

"Todas as nossas tentativas de distração tinham sido em vão.
Com o coração gelado, vi-o preparar-se para me defender. A sua concentração intensa não deixava qualquer margem para dúvidas, apesar de ninguém - naquele momento a sua familia estava a lutar pelas suas vidas tanto quanto nós lutávamos pelas nossas.
Alguma vez saberia o resultado daquela batalha? Iria um dia descobrir quem eram os vencedores e os vencidos? Será que iria viver para ver esse dia?
As probabilidades não pareciam estar a meu favor.
Uns olhos negros, enlouquecidos pelo desejo cego da minha morte, esperavam pelo momento em que o meu protector se distraísse. Seria nesse momento que eu morreria.
Algures, muito, muito longe, em plena floresta gelada, um lobo uivou."

Acabei o terceiro livro do ciclo Luz e Escuridão.
Estou muito agradado com a escrita da autora (Stephenie Meyer), e de cada vez que agarrei no livro para "ler umas páginas" fiquei a ler umas horas. Ontem, nos últimos capitulos do livro, estava completamente absorvido com a história que quando acabei de ler eram 4 horas da manhã.

Penso que já o disse mas vou voltar a dizer. Quem gosta de ler não pode deixar passar esta fantástica história.

Agora vou iniciar a leitura do último livro desta saga, "Amanhecer", onde espero que sejam desvendados todos os mistérios que têm sido criados até aqui, e onde se define o futuro da Bella.

sábado, maio 23, 2009

Lua Nova


"Senti-me como se estivesse aprisionada num daqueles pesadelos aterradores, nos quais temos de correr, correr até os pulmões rebentarem, mas não conseguimos fazer o nosso corpo deslocar-se com rapidez suficiente. As minhas pernas pareciam mover-se cada vez mais devagar, enquanto eu avançava com dificuldade por entre uma multidão indiferente. Porém, as mãos que controlavem o relógio da torre não paravam. Com uma força implacável e insensível, precipitavam-se fatalmente para o fim - o fim de tudo.

Contudo, não conseguia correr com rapidez suficiente.
Por isso, não me importava que estivéssemos rodeados pelos nossos inimigos inacreditavelmente perigosos. Quando o relógio começou a tocar, vibrando sob as solas dos meus pés lentos, soube que era tarde demais - e fiquei contente por haver algo sedento de sangue, à espera. Na realidade, com aquele fracasso, perdia todo o desejo de viver.
O relógio tocou de novo e o sol atingiu o ponto central do céu."

Este segundo livro do ciclo está definitivamente com a qualidade do primeiro e deixa ainda em aberto a definição do futuro entre Bella e Edward. Com mais variáveis nesta trama, Lua Nova, mantém o leitor sedento de informação e sempre na expectativa de ver chegar o momento.

Todas as decisões, ou quase, ficam para o Eclise, que posso garantir-vos, vai começar a ser lido já a seguir.

"Lua Nova mais do que alimentar os desejos ardentes de sangue dos fãs do primeiro volume, deixa-nos sem fôlego para o terceiro" (in School Library Journal)

domingo, maio 03, 2009

Crepúsculo


Nunca reflectira longamente sobre a forma como morreria - ainda que, ao longo dos meses anteriores, tivesse tido motivos de sobra para tal - mas, mesmo que o tivesse feito, jamais teria imaginado que seria assim.
Olhei fixamente para o lado oposto da longa sala, sem respirar, fitando os olhos negros do caçador, e este lançou-ma também um olhar amável.
Era decerto uma boa maniera de morrer: morrer no lugar de alguém, de alguém que eu amava. Chegava mesmo a ser nobre. Esse facto deveria ter alguma importância.
Eu sabia que, se nunca tivesse ido para Forks, não estaria, naquele momento, a enfrentar a morte, mas, apavorada como estava, não conseguia sentir-me arrependida de tal decisão. Quando a vida nos oferece um sonho que ultrapassa largamente todas as nossas espectativas, não é razoável sentir pesar quando o mesmo chega ao fim.
O caçador sorria de um modo amistoso à medida que avançava vagarosamente para me matar.

Tal como era minha espectativa o livro não defraudou em nada as minhas previsões, muito pelo contrário. Fiquei agradado pelo facto do filme conter muitas alusões "à letra" do livro, particularmente nos diálogos.

Vou sem dúvida nenhuma ler os outros livros desta saga, até porque estou espectante com o desenrolar da história.

quinta-feira, abril 23, 2009

Dia Mundial do Livro

Hoje celebra-se o dia Mundial do Livro.

Ler livros é uma actividade que tem vindo a perder terreno, quando comparada com a adesão à internet, aos filmes, etc.

Deixo-vos a sugestão dos últimos livros que li, e para isso basta procurarem a Tag "Leitura".

Para mim um livro é sempre uma viagem da imaginação. Um livro vale pelo objecto, pelo seu cheiro, pelo gosto de o ter nas mãos. Já tentei ler um e-book mas não tem o mesmo gosto.

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Pornocracia

Parece que está na moda usar-se outra vez "lápis azul" e a torto e a direito apreender-se e censurar-se coisas.

Tinha acontecido há uns dias com o caso do Magalhães no carnaval de Torres Vedras e voltou a acontecer outra vez em Braga numa feiro do livro, com um livro com o titulo "Pornocracia" que tinha na capa uma foto dum quadro Gustave Courbet.

Aqui o marinheiro, que não gosta de criticar sem saber foi pesquisar no google. Primeiro o nome do livro "Pornocracia" e depois sobre o autro da obra.

Pornocracia:
A pornocracia (do grego porne, prostituta e kratein, governo) foi um período na história do Papado que se estendeu da primeira metade do século X, com a instalação do Papa Sérgio III em 904 por sessenta anos, e terminou após a morte do Papa João XII em 963. Algumas fontes afirmam que este periodo foi menor, tendo durado apenas 30 anos e terminado com 935 com o reino do Papa João XI
Durante este período, os Papas eram fortemente influenciados por uma poderosa família aristocrática, Theofilacto e seus parentes e sob forte influência de mulheres - embora não fossem prostitutas - em especial Teodora e sua filha Marozia. Acredita-se que Marozia tenha sido concumbina do papa Sérgio III e mãe do Papa João XI. Ela também foi acusada de comandar o assassinato do Papa João X para favorecer seu favorito a tornar-se Papa Leão VI.
(in Wikipédia)

Gustave Courbet:
Gustave Courbet (Ornans, 10 de Junho de 1819 — La-Tour-de-Peilz, 31 de Dezembro de 1877) foi um pintor anarquista francês pertencente à escola realista.
Por volta de 1850, o realismo de Courbet foi se apagando e deu lugar a uma pintura de formas voluptuosas e conteúdo erótico, de figuras femininas no estilo de Ingres, mas mais descarnadas.
(in Wikipédia)

Por aquilo que eu pude constatar não existe nada de pornografico em nenhuma das referências, no máximo erótico, mas isso não justificava a censura ao livro. A censura não é pelo conteúdo do livro, até porque não devem ter tido tempo (ou vontade) para o ler. Se foi apenas pelo nome e pela imagem, então estamos perante um grande atentado à liberdade das pessoas.

Onde vamos nós parar senhores ...

quinta-feira, janeiro 22, 2009

"Desordem no Tribunal"

Retirado do livro "Desordem no Tribunal"

Advogado : Qual é a data do seu aniversário?
Testemunha: 15 de Julho.
Advogado : Que ano?
Testemunha: Todos os anos.

Advogado : Essa doença, a miastenia gravis, afecta a sua memória?
Testemunha: Sim.
Advogado : E de que modo ela afecta a sua memória?
Testemunha: Eu esqueço-me das coisas.
Advogado : Esquece... Pode nos dar um exemplo de algo que você tenhaesquecido?

Advogado : Que idade tem o seu filho?
Testemunha: 38 ou 35, não me lembro.
Advogado : Há quanto tempo ele mora com você?
Testemunha: Há 45 anos.

Advogado : Qual foi a primeira coisa que o seu marido disse quando acordou aquela manhã?
Testemunha: Ele disse, 'Onde estou, Berta?'
Advogado : E por que é que se aborreceu?
Testemunha: O meu nome é Célia.

Advogado : Diga-me, doutor... não é verdade que, ao morrer no sono, a pessoa só saberá que morreu na manhã seguinte?

Advogado : O seu filho mais novo, o de 20 anos...
Testemunha: Sim.
Advogado : Que idade é que ele tem?

Advogado : Sobre esta foto sua... o senhor estava presente quando ela foitirada?

Advogado : Então, a data de concepção do seu bebé foi 8 de Agosto?
Testemunha: Sim, foi.
Advogado : E o que é que estava a fazer nesse dia?

Advogado : Ela tinha 3 filhos, certo?
Testemunha: Certo.
Advogado : Quantos meninos?
Testemunha: Nenhum.
Advogado : E quantas eram meninas?

Advogado : Sr. Marcos, por que acabou o seu primeiro casamento?
Testemunha: Por morte do cônjuge.
Advogado : E por morte de que cônjuge ele acabou?

Advogado : Poderia descrever o suspeito?
Testemunha: Ele tinha estatura mediana e usava barba.
Advogado : E era um homem ou uma mulher?

Advogado : Doutor, quantas autópsias já realizou em pessoasmortas?
Testemunha: Todas as autópsias que fiz foram em pessoas mortas...

Advogado : Aqui no tribunal, para cada pergunta que eu lhe fizer, a sua resposta deve ser oral, está bem? Que escola frequenta?
Testemunha: Oral.

Advogado : Doutor, o senhor lembra-se da hora em que começou a examinar o corpo da vitima?
Testemunha: Sim, a autópsia começou às 20:30 h.
Advogado : E o sr. Décio já estava morto a essa hora?
Testemunha: Não... Ele estava sentado na maca, questionando-se por que razão eu estava a fazer-lhe aquela autópsia.

Advogado : O senhor está qualificado para nos fornecer uma amostra de urina?

Advogado : Doutor, antes de fazer a autópsia, o senhor verificou o pulso davítima?
Testemunha: Não.
Advogado : O senhor verificou a pressão arterial?
Testemunha: Não.
Advogado : O senhor verificou a respiração?
Testemunha: Não.
Advogado : Então, é possível que a vítima estivesse viva quando a autópsia começou?
Testemunha: Não.
Advogado : Como é que o senhor pode ter a certeza?
Testemunha: Porque o cérebro do paciente estava num jarro sobre a mesa.
Advogado : Mas ele poderia estar vivo mesmo assim?
Testemunha: Sim, é possível que ele estivesse vivo e tirando o curso de Direito em algum lugar!!!

sábado, janeiro 19, 2008

O Sétimo Selo


"... sem perceber como nem porquê, pensou na impermanência da vida, na transitoriedade das coisas, na efermidade do ser; diante dele a existência fluía como um sopro, sempre em mutação, tudo muda a todo o instante e nada jamais volta a ser o mesmo. Não há finais felizes, reflectiu de si para si. Todos temos um sétimo selo para quebrar, um destino à nossa espera, um apocalipse no fim da linha. Por mais êxitos que somemos, por mais triunfos que alcancemos, por mais conquistas que façamos, para a última estação está-nos sempre reservada uma derrota. Se tivermos sorte e nos esforçarmos por isso, a vida até pode correr bem e ser uma incrível sucessão de momentos felizes, mas no fim, faça-se o que se fizer, tente-se o que se tentar, diga-se o que se disser, aguarda-nos sempre uma derrota, a mais final e absuluta de todas elas." (in O Sétimo Selo)

Acabei agora mesmo.

Desde o primeiro romance envolvendo o nosso Tomás Noronha (Codex 632) que fiquei adepto da escrita do José Rodrigues dos Santos.
O Sétimo Selo é um livro que fala de assuntos actuais baseado em factos reais, tal como é referido.

O aquecimento global, o fim do petróleo, são assuntos que a todos diz respeito e este livro só vem de uma forma mais romancista reforçar uma ideia que devemos ter em muita atenção.

Para quem gosta do género este é um livro que deve ler.

sexta-feira, maio 04, 2007

Eldest



Acabei agora mesmo.

Este segundo livro do Christopher Paolini é também muito bom. Não faço comparação de qualidade com o primeiro porque, como um é a continuação do outro, não ficava bem fazer comparações. São os dois excelentes.

Pena ter agora de esperar pelo terceiro e último livro desta excelente triologia.

"Eragon e o seu dragão, Saphira, acabam de salvar o estado rebelde da destruição pelas forças poderosas do Rei Galbatorix, cruel governante do império. Eragondeverá rumar agora a Ellesméra, terra dos Elfos, onde aperfeiçoará os seus poderes de Cavaleiro do Dragão: a magia e a destreza no manejo da espada. Muito em breve, estará a caminho, na viagem da sua vida: os seus olhos abrem-se a novos lugares e a personagens terríveis, os seus dias enchem-se de novas aventuras. Mas o caos e a traição espreitam a cada esquina, e nada é o que parece ser. Não tarda, eragon deixa de saber em quem confiar. Entretanto, o seu primo Roran terá de travar uma nova batalha - uma batalha que colocará Eragon num erigo ainda maior. Será a mão obscura do rei capaz de estrangular toda a resistência? Eragon poderá não escapar com vida ... "

segunda-feira, março 12, 2007

Eragon


Quando Eragon encontra uma pedra azul polida na floresta, acredita que poderá ser uma descoberta bendita para um simples rapaz do campo: talvez sirva para comprar carne para manter a família durante o Inverno.
Mas quando descobre que a pedra transporta uma cria de dragão, Eragon depressa se apercebe de que está perante um legado tão antigo como o próprio Império.

De um dia para o outro, a sua vida muda radicalmente, e ele é atirado para um perigoso mundo novo de destino, de magia e de poder. Empunhando apenas uma espada legendária e levando os conselhos dum velho contador de histórias como guia, Eragon e o jovem dragão terão de se aventurar por terras perigosas e enfrentar inimigos obscuros, dum Império governado por um rei cuja maldade não conhece fronteiras.
Conseguirá Eragon alcançar a glória dos lendários heróis da Ordem dos Cavaleiros do Dragão? O destino do Império pode estar nas suas mãos...

Eu já sei como acaba e até já iniciei a leitura de Eldest, e aconselho a todos os que gostam deste tipo de aventura/leitura a ler este livro.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

A Fórmula de Deus

"No fim do silêncio está a resposta,
No fim dos nossos dias está a morte.
No fim da nossa vida, um novo início."

É assim que acaba a "A Fórmula de Deus" de José Rodrigues dos Santos. Mais uma excelente obra que tive o prazer de ler.

sexta-feira, maio 19, 2006

Fotaleza Digital

"Quis custodiet ipsos custodes"


Quando o ultra-secreto e invencível descriptador da NSA, o Crivo, se depara com uma mensagem indecifrável criada por um "anjo caído" da própria agência, o director de operações recorre à brilhante criptógrafa Susan Fletcher e ao seu noivo, um professor de Literatura, para o ajudarem a desvendar o mistério.

Qual será a natureza do terrível código que tomou a NSA como refém? E terá David Becker êxito na sua demanda por um misterioso anel?

Apanhada numa vertiginosa rede de secretismos e mentiras, Susan tenta desesperadamente salvar a agência em que acredita e, mais tarde, a própria vida e a do homem que ama.

Mas será essa a resposta para a segurança universal?

Chegando o momento da verdade, "quem guardará os guardas"?

Simplesmente suberbo. O Dan Brown é um escritor com um estilo que cativa da primeira à última página. A maneira como ele conta a história, em capitulos pequenos, que mantêm o leitor agarrado a todas os cenários da narrativa é genial.
Todos os livros dele têm sido um regalo.
Falta-me a Conspiração, que vou de certeza ler.

Aconselho esta leitura.

Bom fim de semana.

sexta-feira, maio 12, 2006

Munique


"«Avner» era um vulgar agente da Mossad quando, com apenas vinte e seis anos de idade, foi pessoalmente escolhido por Golda Meir para liderar uma equipa de agentes especializados, com a missão de localizar, perseguir e eliminar os responsáveis pelo massacre de onze atletas israelitas, perpetrado durante os Jogos Olímpicos de Munique, em 1972. Munique – A Vingança é a espantosa descrição de que como toda essa operação foi montada, e revela o modo impiedoso e extraordinariamente eficaz como o grupo levou a cabo essa sua missão, perseguindo os seus alvos palestinianos e executando-os com timings perfeitos. Trata-se de um relato profundamente humano, uma história real de espionagem que leva o leitor a entrar no obscuro mundo do terrorismo e política internacional. Mas este livro torna também evidente a outra face dessa mesma moeda: o terrível paradoxo que emerge sempre que aqueles que detêm o poder resolvem enfrentar o terrorismo utilizando as mesmas tácticas. "

"Munique – A Vingança é a espantosa descrição de que como toda essa operação foi montada, e revela o modo impiedoso e extraordinariamente eficaz como o grupo levou a cabo essa sua missão, perseguindo os seus alvos palestinianos e executando-os com timings perfeitos."

Foi esta a minha leitura até ontem. Grande livro, e agora para colocar a cereja em cima do bolo vou ver o filme.
Gosto mais quando as coisas são feitas desta maneira, livro primeiro e filme depois. Sabe melhor.

domingo, abril 23, 2006

Dia Mundial do Livro


Comemora-se hoje, dia 23, o dia mundial do livro.

Se tem o hábito de ler, aproveite o dia de hoje para comprar mais um livro, se não tem esse hábito, então aproveite o dia de hoje para começar.

Eu adoro ler. Adoro a sensação de, quando estou a ler, o meu cérebro tenha de colocar em imagem as palavras que os olhos estão a ver, a possibilidade de "voar" da imaginação. É quase como estar a ver um filme, mas criado por mim. Se o livro for muito bom, dá para sentir os cheiros, o vento na cara, o calor no corpo, o aumento do batimento cardiaco quando está para acontecer alguma coisa empolgante, enfim, todas as sensações descritas.

Neste momento estou a ler o Munique, o livro que inspirou o filme. Ainda não vi o filme e vou esperar para ver depois de acabar de ler o livro. A minha compra de hoje vai ser A fortaleza Digital do Dan Brown, podia esperar mais uns dias até acabar o Munique mas como hoje é dia do livro, vou seguir o meu próprio conselho.

Estou a passar o fim de semana sozinho com a minha filhota e como deve dar para ver as brincadeiras estão a ser mais do que muitas. Esta tarde vamos passear, já não está a chover por isso não vale a pena ficar em casa.


Façam como nós, saiam e divirtam-se, nesta tarde de Domingo.