Ontem, quando fazia a habitual deslocação entre locais de
trabalho, ao passar na aldeia de Santa Rita deparo-me com um cenário idêntico
ao de um filme de guerra, mas daqueles antigos, da altura da 2ª grande guerra.
O cenário era tão surrealista que eu ainda comecei a procurar câmaras de filmar.
Depois de passar a aldeia de Santa Rita existe uma ponte,por cima da A22. Ao chegar a essa ponte dou de caras com alguns militares.
Junto
a eles um cartaz que dizia “Check Point na ponte. Prepare I.D.”. Mesmo assim,
com este misto de inglês e português.
Como é óbvio pensei logo que seria uma operação de
fiscalização. Mas ninguém me mandou parar.
Em cima da ponte uma barricada. Mas uma barricada mesmo à
filme. Uns paus cruzados, colocados estrategicamente na ponte para obrigar os
carros e fazer uma gincana na sua deslocação. À entrada da ponte um soldado
sentado no chão agarrado a uma metralhadora. No espaço da ponte vários soldados
armados. No fim da ponte um outro soldado sentado agarrado a outra arma. Quando
olhei para o monte à esquerda da ponte vi que havia outro soldado, com outra
arma, como se fizesse o controlo da aproximação das viaturas à ponte.
A semelhança a uma cena de filme passava na minha cabeça a
duzentos à hora.
Passei e ninguém me mandou parar. Apenas alguns militares
levantaram a mão, como que a cumprimentar. Tipo um “Olá, obrigado por andares
mais devagar. Vai lá á tua vida."
Durante o resto do percurso não pode de imaginar vários
cenários, entre os quais uma passagem de alguém muito importante na A22 e os
militares estavam a guardar a ponte. Um atentado a todas as pontes do A22. Um
sem números se situações, todas elas hollywoodescas.
Quando efetuei a viagem de volta ia sempre pensando no que
se estaria a passar na ponte. Não fiquei espantado quando verifiquei que o
cenário ainda estava montado.
Foi com alguma tristeza, um misto de desilusão e de
confirmação, que ao chegar de novo ao local e depois de parar o carro e abrir o
vidro um dos militares diz: “Vá devagar que temos aqui uma espécie de barricada
na ponte”.
Foi uma sensação de … “o quê???” …. “só isso????” … “é
apenas um exercício????” … “não há atentados à ponte???...
Afinal era apenas e só um exercício.
Obrigado por terem
estragado os meus cenários hollywoodescos.
Raios partam.
Mostrar mensagens com a etiqueta Algarve. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Algarve. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, janeiro 18, 2012
terça-feira, setembro 28, 2010
Algarve - O segredo mais famoso da Europa
Por isto e por muito mais do que isto é que eu vim apenas para passar férias e já não saí mais daqui.
Haverá melhor maravilha para viver do que o Algarve. Há de certeza, mas não neste país à beira mar plantado.
terça-feira, agosto 31, 2010
Acabou o Verão
Ou melhor dizendo acabou o mês de Agosto.
Acabaram-se as filas para se fazer seja o que for, a falta de lugares nos estacionamentos, as praias lotadas, os restaurantes cheios, os turistas sem paciência e exigentes e os preços altos.
Acabaram também as festas e os concertos, o sol vai acabando aos poucos e com ele o calor e a normalidade neste cantinho, que por vezes chega a parecer que nem é Portugal, vai voltar.
É Portugal e o Algarve. Onde vives? Em Lisboa, no Porto, em Coimbra, em Viseu. Para onde vais de férias? Para o Algarve.
É agradável receber a família que vem passar férias, e poder matar saudades, muitas vezes em redor de uma mesa bem recheada, numa conversa animada. É desagradável não poder passar mais tempo porque se tem de trabalhar. São contingências da profissão.
O verão trás muitas coisas boas, mas quem habita todo o ano neste paraíso de clima tropical, o verão trás também muitas coisas más.
Curioso é o facto de andarmos meio ano chorando pelo frio e depois quando chega o calor passarmos mais 2 meses a chorar pelo excesso de calor. Nunca sabemos bem o que queremos.
Gosto do Maio e do Junho onde o calor é agradável e dos turistas nem vê-los. Gosto do Setembro e até do Outubro exactamente pelo mesmo motivo. Não gosto do Agosto. Gostava quando era miúdo e passava todo o mês na ilha, gostava quando era eu o turista. Agora já não gosto.
Sei que para a região o Agosto é sinónimo de salvação. Sei disso. Mas como não sou comerciante e ainda tenho de pagar o mesmo que os turistas não me interesso disso para nada. Lembro-me da senhora da churrasqueira junto à antiga casa dizer: “Vizinho em Agosto o preço dos frangos aumenta”. E eu, que era cliente o ano todo, pagava o mesmo que os turistas.
Não fiquem muito tristes. Para o ano há mais, exactamente igual ao que foi este ano, apenas todos um ano mais velhos. Até lá, o Algarve é nosso, dos que por cá habitam, com todos os seus defeitos e todas as suas virtudes. Agora é a minha vez de curtir o Algarve.
Acabaram-se as filas para se fazer seja o que for, a falta de lugares nos estacionamentos, as praias lotadas, os restaurantes cheios, os turistas sem paciência e exigentes e os preços altos.
Acabaram também as festas e os concertos, o sol vai acabando aos poucos e com ele o calor e a normalidade neste cantinho, que por vezes chega a parecer que nem é Portugal, vai voltar.
É Portugal e o Algarve. Onde vives? Em Lisboa, no Porto, em Coimbra, em Viseu. Para onde vais de férias? Para o Algarve.
É agradável receber a família que vem passar férias, e poder matar saudades, muitas vezes em redor de uma mesa bem recheada, numa conversa animada. É desagradável não poder passar mais tempo porque se tem de trabalhar. São contingências da profissão.
O verão trás muitas coisas boas, mas quem habita todo o ano neste paraíso de clima tropical, o verão trás também muitas coisas más.
Curioso é o facto de andarmos meio ano chorando pelo frio e depois quando chega o calor passarmos mais 2 meses a chorar pelo excesso de calor. Nunca sabemos bem o que queremos.
Gosto do Maio e do Junho onde o calor é agradável e dos turistas nem vê-los. Gosto do Setembro e até do Outubro exactamente pelo mesmo motivo. Não gosto do Agosto. Gostava quando era miúdo e passava todo o mês na ilha, gostava quando era eu o turista. Agora já não gosto.
Sei que para a região o Agosto é sinónimo de salvação. Sei disso. Mas como não sou comerciante e ainda tenho de pagar o mesmo que os turistas não me interesso disso para nada. Lembro-me da senhora da churrasqueira junto à antiga casa dizer: “Vizinho em Agosto o preço dos frangos aumenta”. E eu, que era cliente o ano todo, pagava o mesmo que os turistas.
Não fiquem muito tristes. Para o ano há mais, exactamente igual ao que foi este ano, apenas todos um ano mais velhos. Até lá, o Algarve é nosso, dos que por cá habitam, com todos os seus defeitos e todas as suas virtudes. Agora é a minha vez de curtir o Algarve.
quarta-feira, julho 21, 2010
Voltar à normalidade
Ou pelo menos é o que espero que aconteça.
Esta última semana e meia foi toda a preparar a instalação para a auditoria e como não podia deixar de ser, tudo aquilo que deve correr mal vai correr mal de certeza.
Peripécias à parte penso que as coisas até correram bem, tendo em conta que quanto pensavamos que as coisas iam melhorar para que se fizesse uma preparação calma e descansada, lá aparecia mais uma coisa a atrapalhar.
A partir de agora vamos voltar à rotina da normalidade, o que nestes meses de verão é uma correria constante, mas é a correria que se espera e isso é normalidade.
Ontem, como forma de relaxar antes do grande dia fui ver os Virgem Suta a Tavira. Podia ter sido melhor.
O palco estava instalado no meio da praça e com o vento ligeiro que se fazia sentir o som não foi o melhor (do a desculpa do vento para não dizer outra coisas). Os moços até tentaram animar o público, mas um público composto maioritariamente por gente mais idosa não é facilmente alegrável, pelo menos aquele de ontem não foi. Valeu pela tentativa e por ter sido a primeira vez que ouvi estes "alentejanos" ao vivo.
Tal como disse agora é hora de retemperar as energias e preparar um fim de semana que vai ter sol e talvez um mergulhinho :)
Esta última semana e meia foi toda a preparar a instalação para a auditoria e como não podia deixar de ser, tudo aquilo que deve correr mal vai correr mal de certeza.
Peripécias à parte penso que as coisas até correram bem, tendo em conta que quanto pensavamos que as coisas iam melhorar para que se fizesse uma preparação calma e descansada, lá aparecia mais uma coisa a atrapalhar.
A partir de agora vamos voltar à rotina da normalidade, o que nestes meses de verão é uma correria constante, mas é a correria que se espera e isso é normalidade.
Ontem, como forma de relaxar antes do grande dia fui ver os Virgem Suta a Tavira. Podia ter sido melhor.
O palco estava instalado no meio da praça e com o vento ligeiro que se fazia sentir o som não foi o melhor (do a desculpa do vento para não dizer outra coisas). Os moços até tentaram animar o público, mas um público composto maioritariamente por gente mais idosa não é facilmente alegrável, pelo menos aquele de ontem não foi. Valeu pela tentativa e por ter sido a primeira vez que ouvi estes "alentejanos" ao vivo.
Tal como disse agora é hora de retemperar as energias e preparar um fim de semana que vai ter sol e talvez um mergulhinho :)
terça-feira, julho 06, 2010
Espectáculo!!!!
Já há muitos anos que não presenciava um espectáculo assim. Uma trovoada seca, com trovões a cruzar os céus por cima das nossas cabeças e depois, já mais normal, uma chuvada a deixar no ar o belo cheiro a terra molhada.
Lembro-me de há alguns anos ter assistido, junto ao mar, a uma trovoada seca, com os trovões a cruzarem os céus e a dar a sensação de acabarem sempre em cima de água. Foi lindo e ficou para sempre na minha memória.
Hoje lembrei-me e desejava estar outra vez em frente ao mar para assistir a esta trovoada.
É o Algarve no seu melhor, com o seu clima tropical.
Lembro-me de há alguns anos ter assistido, junto ao mar, a uma trovoada seca, com os trovões a cruzarem os céus e a dar a sensação de acabarem sempre em cima de água. Foi lindo e ficou para sempre na minha memória.
Hoje lembrei-me e desejava estar outra vez em frente ao mar para assistir a esta trovoada.
É o Algarve no seu melhor, com o seu clima tropical.
sexta-feira, abril 23, 2010
O que foi não volta a ser ...
«As máquinas já estão prontas para que se iniciem as demolições de casas na Fuzeta que vão começar por aquelas que foram parcialmente abaixo na sequência do mau tempo quem afectou a região há algum tempo atrás.»
(in TSF)
Coloquei há uns tempos um video neste espaço onde mostrava as imagens da destruição que o mar provocou nas casas da ilha da Fuzeta.
Agora as demolições dessas e doutras casas vão começar.
Aquele espaço onde tantas vezes fui com a minha princesa nunca mais vai ser o mesmo.
Com o verão à porta espero que a praia consiga voltar a ter condições para receber as milhares de pessoas que rumam aquele lugar.
Ao ler esta noticia, e ao pensar neste assunto, não pude deixar de pensar nesta música dos Xutos e Pontapés.
«Eu trago um buraco no futuro
trás presentes fugidios
e memorias de navios
trás tanta confiança
que se é sempre crianca
mesmo quando não se quer
o que foi não volta a ser
e o que foi não volta a ser
mesmo que muito se queira
e querer muito é poder
e o que foi não volta a ser
pode vir algo melhor
embora sempre pareça
que o pior esta por vir
nunca se deve esquecer
que não há volta sem partir
e o que foi não volta ser
e o que foi não volta a ser
mesmo que muito se queira
e querer muito é poder
e o que foi não volta a ser»
(Xutos e Pontapés - "O que foi não volta a ser")
(in TSF)
Coloquei há uns tempos um video neste espaço onde mostrava as imagens da destruição que o mar provocou nas casas da ilha da Fuzeta.
Agora as demolições dessas e doutras casas vão começar.
Aquele espaço onde tantas vezes fui com a minha princesa nunca mais vai ser o mesmo.
Com o verão à porta espero que a praia consiga voltar a ter condições para receber as milhares de pessoas que rumam aquele lugar.
Ao ler esta noticia, e ao pensar neste assunto, não pude deixar de pensar nesta música dos Xutos e Pontapés.
«Eu trago um buraco no futuro
trás presentes fugidios
e memorias de navios
trás tanta confiança
que se é sempre crianca
mesmo quando não se quer
o que foi não volta a ser
e o que foi não volta a ser
mesmo que muito se queira
e querer muito é poder
e o que foi não volta a ser
pode vir algo melhor
embora sempre pareça
que o pior esta por vir
nunca se deve esquecer
que não há volta sem partir
e o que foi não volta ser
e o que foi não volta a ser
mesmo que muito se queira
e querer muito é poder
e o que foi não volta a ser»
(Xutos e Pontapés - "O que foi não volta a ser")
Subscrever:
Mensagens (Atom)